| Hernâni Matos |
Inteiros Postais de Portugal |
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Aerogramas Militares Isentos de Franquia Guerra Colonial 1961 - 1974 |
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Eduardo Barreiros e Luís Barreiros |
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No movimento de correspondência do Ultramar para a Metrópole, os aerogramas eram entregues nos respectivos Comandos ou em mão em qualquer estação dos CTTU e no sentido inverso eram entregues nos CTT. Nos dois sentidos, o transporte era sempre efectuado por via aérea. Foi também prevista a emissão de bilhetes postais, que teriam as mesmas dimensões que a frente dos aerogramas sendo esta dividida ao meio. A metade da direita seria reservada às indicações do destinatário e a metade esquerda reservada ao remetente. Estes bilhetes postais, apesar de programada a sua emissão, nunca chegaram a ser emitidos. Ao MNF foi concedida a responsabilidade da impressão e distribuição dos aerogramas militares - inteiros postais isentos de franquia. Com o objectivo de satisfazer rapidamente, as necessidades dos militares expedicionários em papel de escrita isento de franquia, o MNF encomendou o fabrico de aerogramas a duas tipografias de Lisboa. A Tipografia Labor, de José Nogueira Durão, situada na Rua do Barão, nº 31 onde foram impressos, a partir de 25 de Julho de 1961, um total de 200 000 aerogramas entregues entre 2 e 8 de Agosto do mesmo ano (Fig. 1). Na Tipografia Orbis - Edições Ilustradas Lda. situada na rua da Praia do Bom Sucesso nº. 21, foram impressos dois milhões de exemplares, a partir de 28 de Julho (Fig. 2). Os primeiros aerogramas editados pelo MNF, foram impressos em papel azul pálido, fornecido pela Fábrica da Abelheira. A partir de Março de 1962, passaram também a ser impressos aerogramas em papel amarelo, (Fig. 5) e que eram destinados ao uso exclusivo no sentido Ultramar-Metrópole, enquanto que, os aerogramas impressos em papel azul, deveriam ser utilizados no sentido inverso, Metrópole- Ultramar. No entanto, devido à carência de aerogramas nem sempre esta regra era cumprida. Apesar do grande esforço feito pelo MNF, para satisfazer as solicitações sempre crescentes do número de aerogramas, nem sempre este objectivo foi conseguido. No Continente, a aquisição dos aerogramas era feita ao preço unitário de 20 centavos. Os aerogramas podiam ser vendidos ao público na sede do Movimento Nacional Feminino, Rua Presidente Arriaga nº 6, 1º em Lisboa, nas Delegações Distritais e Concelhias do MNF, nas Juntas de Freguesia, no Serviço Nacional de Informação (S N I), nos Postos de Turismo do aeroporto e das estações marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos e em todas as Juntas e Comissões Municipais do Turismo do País. A primeira entrega de aerogramas ao MNF, teve lugar no dia 2 de Agosto de 1961 e, no dia 8, seguiram 8000 impressos para as suas Delegações Distritais, entretanto já em funcionamento. Nesse mesmo dia, e por via aérea utilizando os Transportes Aéreos Militares - TAM, seguiram para Angola os primeiros 101 000 aerogramas.
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Fig. 2 |
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Portugal. 1961 - Agosto a Novembro Impresso na Tipografia, Orbis – Edições Ilustradas, Lda situada na Rua da Praia do Bom Sucesso Nº 21, Lisboa. Papel azul de 50 gr/m2, da fábrica da Abelheira com impressão a preto. Dimensões semelhantes aos anteriores, impressos em “off-set”. As linhas da direcção e de dobragem são formadas por um traço contínuo. Filigrana GRAHAMS BOND / REGISTERED. Peso 2,6 a 3,1 gr. Ao contrário do aerograma anterior, a inscrição CORREIO AÉREO / ISENTO DE PORTE E DE / SOBRETAXA AÉREA / PORTARIA Nº 18545, DE 23 DE JUNHO DE 1961, está envolvida por um rectângulo. Indicação do nome da tipografia na aba direita ORBIS-EDIÇÕES ILUSTRADAS, LDA. – 8-61 |
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Última modificação |
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