DIRECTOR DA REVISTA FN

   
   

Em 1988 ARMANDO VIERA tornou-se DIRECTOR DA REVISTA FN.

A FN N.° 48 de Abril-Maio de l988 surgiu aos olhos do público com algumas modificações. As mais importantes, após a aquisição pelo AFINSA do título da FN a Américo Ribeiro, é que Albertino de Figueiredo é Editor Presidente e Armando Vieira, Director, qualidade que manteria, durante dois anos, mais precisamente até o número, 69 de Julho de 1990.

No seu editorial, diz Albertino de Figueiredo a certo passo: ”Para esta nova época da Revista “FN” conseguimos colocar no lugar de maior responsabilidade um grande e prestigioso técnico do coleccionismo português. Ao senhor Armando Mário Oliveira Vieira envio, desde aqui, um forte agradecimento por ter aceitado o meu convite para dirigir a “FN”. Contar com a sua presença na Direcção da "FN" e aí ocupar o mais alto cargo, é para a Editora que presido, uma grande honra e para os coleccionadores portugueses a melhor garantia de qualidade do conteúdo e bom gosto da Revista de todos. Além do mais, o senhor Engenheiro Vieira aceitou o cargo desinteressadamente, apesar dos quebra-cabeças que o posto traz. Essa atitude engrandece ainda mais a nobreza do seu gesto em benefício dos coleccionadores.”

Nesse mesmo número da FN, Armando Vieira dirige uma “Carta aos Leitores”, onde explica o seu ponto de vista sobre as “Revistas de Coleccionismo”. Começa por proclamar que “Não pode haver verdadeiro coleccionismo sem a existência de variados escritos sobre os objectos que se coleccionam.”, para mais adiante concluir que o coleccionador “à medida que vai digerindo e esgotando os ensinamentos colhidos na literatura disponível, vai, ele também, desenvolvendo por vezes o seu próprio trabalho de pesquisa, fazendo novas descobertas e anotando-as.”

E acrescenta: “Pode, a partir daí, transmitir aos outros parte da sua experiência pessoal e fechar assim mais um ciclo da evolução do conhecimento filatélico ou numismático, enriquecendo-o e difundindo-o.

E o único meio eficaz para o fazer é, evidentemente, o escrito.

Se o assunto é suficientemente extenso, poderá encher as páginas de um livro, ou de uma pequena monografia.

Se se reduz a um breve artigo, como acontece as mais das vezes, este terá cabimento natural na imprensa periódica.”

Armando Vieira acaba por sintetizar assim o papel de uma revista: “Para além de todas as suas outras funções — informação, actualidade, crítica construtiva, debate, etc. etc.. — uma revista de coleccionismo, publicada regularmente e aberta à colaboração de todos, desempenha assim papel importante e imprescindível na actividade do amador.

Veiculo de divulgação por excelência, a revista chega a todo o lado com as mais frescas novidades e recentes comunicações, permitindo a quem a lê manter-se actualizado e, a quem nela colabora, quase diríamos, cumprir o dever de, através dela, propagar conhecimentos adquiridos que não seria justo guardar só para si, pondo-os, por esta via à disposição dos outros, tal como muitos o vêm fazendo há gerações, para que todos possam tirar deles o maior proveito e viver horas de intenso prazer com o passatempo que escolheram.”

Esta “Carta aos Leitores” traduz na essência do pensamento de Armando Vieira, o reconhecimento da importância da literatura, muito em particular, da imprensa periódica, na transmissão de conhecimentos.  

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