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SELOS DE RECURSO CIRCULADOS EM PORTUGAL CONTINENTAL |
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Em 1987 foi a vez do Núcleo Filatélico do Ateneu Comercial do Porto,. dar a estampa os "Selos de Recurso Circulados em Portugal Continental", também da autoria de Armando Vieira. O objecto do livro é como o nome indica o estudo dos “selos de Recurso Circulados em Portugal Continental”, envolvendo o Autor no conceito de “selo de recurso”, “não só todos aqueles que os Correios se serviram para suprir falhas momentâneas de outros mais apropriados, com o também os que foram usados para escoamento de excessos de existência de fórmulas de franquia das Ilhas e Colónias.” Num primeiro capítulo, o Autor analisa o problema da falta de selos nas Estações dos Correios e as soluções adoptadas para lhes fazer face, as quais são assim sistematizadas: utilização de selos bi-partidos de Imposto Postal e de franquia ordinária a substituir selos de franquia ordinária e de Porteado ordinário, utilização de selos de franquia ordinária como selos de Porteado ordinário e como selos de Assistência e finalmente a utilização de estampilhas fiscais como selos de Imposto Postal Num segundo capítulo, o Autor aborda o problema do excesso de existências de algumas fórmulas de franquia, a que os serviços postais recorreram, repondo-as em circulação. Aqui o Autor delimita dois períodos distintos: Período de 1926 a 1929 e Período de 1934 a 1945. Relativamente ao 1º Período o Autor trata da utilização no Continente como selos de Imposto Postal e de Porteado de Imposto Postal, respectivamente dos selos de Imposto Postal e de Porteado de Imposto Postal das Ilhas Adjacentes e Colónias. Trata ainda da utilização no Continente como selos de Porteado de Imposto Posta, dos selos de Imposto Postal das Colónias, normais ou com sobrecarga manual “PORTEADO". Relativamente ao 2º Período, o Autor estuda a utilização no Continente como selos de franquia ordinária, de selos de franquia ordinária das Ilhas Adjacentes e Colónias, e selos de Imposto Postal e Porteado de Imposto Postal do Continente, Ilhas Adjacentes e Colónias. Relativamente a este período, o Autor estuda ainda a utilização no Continente como selos de Porteado ordinário, de selos de Porteado ordinário das Ilhas Adjacentes, de selos de Imposto Postal do Continente, bem como de selos de Porteado de Imposto Postal do Continente e Ilhas Adjacentes. Ao longo da obra é transcrita a legislação que serviu de suporte legal às diversas utilizações extraordinárias de selos e no final em apêndice são apresentados quadros, de consulta fácil, onde estão sintetizadas as datas de utilização dos selos de Imposto Postal e de Porteado de Imposto Postal. Trata-se a nosso ver de um livro extraordinário, com interesse não só para a Filatelia Tradicional como para a História Postal, que o Autor na introdução, modestamente considera “notas referentes a “selos de recurso” que circularam em Portugal Continental” e com as quais diz esperar “facilitar assim ao leitor a tarefa de identificar e interpretar cada carta, carimbo, ou selo de recurso, que venha porventura a encontrar nas suas próprias pesquisas e descobertas”. Sem dúvida que isso aconteceu. Todos temos consciência disso, pois as colecções passaram a dar ênfase aos selos de recurso, um sector até então bastante esquecido da nossa Filatelia. Por isso o objectivo de Armando Vieira foi plenamente atingido, pelo que o ano de 1987, data de publicação deste livro, ficará assinalada no panorama filatélico-literário português como uma data digna de especial registo. A revista FN de Américo Ribeiro, de que é redactor principal Victor Coelho, diz no seu número 46, de Dezembro de 1987- Janeiro de 1988. “Há uns anos a esta parte, que o Núcleo do Ateneu Comercial do Porto vem publicando uma série de obras filatélicas, a um ritmo a que não estávamos de todo habituados. Cobrindo os temas mais diversos do coleccionismo postal, têm elas ajudado a preencher vazios do nosso, ainda bastante pobre, património bibliográfico da especialidade. Bom seria pois que os outros clubes tentassem também imitar esta actividade do pequeno mas bem conhecido Núcleo nortenho, cujos empreendimentos ultrapassaram já as nossas fronteiras.” Da mesma obra disse Alves Coelho, no Boletim do Clube Filatélico de Portugal, nº 346, de Fevereiro de 1988: ser “trabalho aliciante digno de ser estudado por coleccionadores avançados e de ser folheado pêlos principiantes, pois estamos certos de que poderão inspirar-se para colecções semelhantes ou aprender a estimar inteiros postais”. Da obra, disse igualmente Jorge Fernandes, na revista Selos e Moedas, nº 89, de Junho de 1988: “Este livro de 79 páginas, profusamente ilustrado, trata, pois, de assunto inédito, trabalhado com a profundidade, clareza e proficiência a que o Autor — já com extensa tábua bibliográfica a seu crédito — há muito nos habituou.” A obra “Selos de Recurso Circulados em Portugal Continental”, representou Núcleo Filatélico do Ateneu Comercial do Porto na Exposição Internacional “Philitex-92”, que em Outubro-Novembro de 1992 decorreu em Nova York, obtendo Medalha de Prata Grande. |
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