O CAVALEIRO MEDIEVAL

   
   

Em 1996 sai o  "CAVALEIRO MEDIEVAL", editado pela AFINSA.

Na introdução, o Autor começa por fazer o elogio do selo base, dizendo: “Da sua longa permanência em circulação, das suas diferentes tiragens e dos seus métodos de fabrico, resultam inúmera variantes de cor, de qualidade de papel, de denteado, de cunhos e acidentes de impressão e, até pela sua completa difusão pelo pais, uma maior probabilidade de nele se encontrarem carimbos de interesse para os marcofilistas. ” e diz-nos mais adiante: “… não é só com os “Ceres” que se podem desenvolver colecções especializadas. Mesmo sem falarmos nas nossas primeiras emissões de D. Maria, D. Pedro e D. Luís, também com os selos de D. Carlos e D. Manuel se tem conseguido reunir vastos conjuntos, verdadeiros modelos da arte de bem coleccionar.” E conclui que “… não há razão para deixarmos de dedicar às emissões mais modernas idêntico interesse. Quanto para mais tarde se deixar o seu estudo, mais difícil e incompleto ele ficará. “ O Autor considera errada a “ideia que frequentemente se arreiga no espírito de alguns filatelistas, de que uma boa colecção à maneira clássica só se consegue à custa de rios de dinheiro. “ E afirma isto porque nas últimas décadas dedicou muitas horas de estudo e também de prazer à emissão “O Cavaleiro Medieval”, o que justificou a motivação para redigir esta obra. Nela, o Autor começa por historiar a emissão, para de seguida caracterizar o papel, a goma, o denteado e as cores, bem como o processo de impressão. É então que estuda as anomalias de fabrico, distinguindo entre anomalias fortuitas e anomalias sistemáticas, devidas às chapas ou ao cauchu. O livro termina com um catálogo das anomalias, elaborado a partir do estudo para cima de um milhão de selos. Livro excelente onde transborda o amor do Autor pela filatelia tradicional com o valor acrescentado de fazer passar a mensagem que a Filatelia Tradicional não termina nos Clássicos nem nos Ceres. Uma mensagem que convém recordar.

Da obra, disse o Boletim do Clube Filatélico de Portugal, nº 381, de Setembro de 1998, em crítica não assinada: “O prestigiado e distinto filatelista Sr. Eng. Armando Vieira, nosso muito prezado e ilustre consócio, acaba de dar à estampa mais um excelente trabalho que vem enriquecer, sem dúvida, a Literatura Filatélica Nacional.”

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