BOAS FESTAS COM E SEM SELO IMPRESSO

Variedades de Cor

Luís Vicente

In A FILATELIA PORTUGUESA, Porto, nº 44, Abril de 1992

Desta vez tinha que acontecer! Finalmente, decidi encetar diálogo em letra de forma contrariando um certo imobilismo que caracteriza a maioria dos filatelistas “cá-do-burgo”, espero eu, por seguirem, unicamente, a ancestral filosofia chinesa que preconiza:

“Pensa muito, fala pouco e escreve menos”.

Façamos votos para que ao contrariar esta máxima oriental não saia “calinada” da grossa...

Este protagonismo, calculado, convenhamos, tem como objectivos principais:

-

Prestar um pouco de colaboração ao nosso Boletim;

-

Ministrar alguma “ciência” aos filatelistas leitores...;

-

“Botar” nome para ser recordado na posteridade...

Vem todo este arrazoado introdutório a propósito do artigo incluído neste mesmo Boletim e em número anterior (N.º 43) do meu Caro Amigo Mascarenhas Pereira sobre as primeiras emissões de BFs caracterizados pelas suas variedades de cor, cinco no todo, para cada espécime.

A inclusão no dito artigo de um quadro esquematizando as variedades existentes despertou-me alguma curiosidade e não resisti ao impulso de comparar esse quadro com espécimes da minha colecção.

Há já alguns anos que colecciono Bilhetes Postais Inteiros de Portugal e, até há bem pouco tempo, o meu propósito limitava-se, unicamente, em “dar baixa” no catálogo sem a preocupação de conhecer a quantidade exacta na minha posse. Daí o meu embaraço quando numa entrevista a uma rádio local o repórter me questionou:

 “Quantos postais tem na sua colecção?” Os momentos que se seguiram deveriam ter sugerido aos possíveis radio-ouvintes que a emissão  radiofónica teria terminado com esta questão ou teria havido algum corte de energia... Respondi que a quantidade não era o objectivo do coleccionador mas, isso sim, procurar melhorar a colecção em termos de qualidade, nomeadamente: raridade, variedades de cor, de textura do papel, carimbos, etc., etc. Mas, não! O repórter queria, de facto, números.

Números que impressionassem o auditório radiofónico. Os números que  “atirei” para o “Éter” deveriam ter, efectivamente, impressionado mas, obviamente, estariam muito longe da realidade. Ainda hoje não sei quantos postais possuo, tanto mais que detesto fazer análises quantitativas...

Voltando ao parágrafo anterior...

Constatei com enorme regozijo (pudera!) que os quadros do Catálogo “OM” e o do artigo “MP” não estavam completos levando-me a concluir, “brilhantemente”, que os números indicados para a emissão das variedades existentes também não estariam correctos.

É óbvio que não sou a pessoa mais indicada para adiantar números sobre as quantidades emitidas. Seria demasiada presunção da minha parte fazê-lo. Deixo, portanto, ao cuidado de “especialistas” essa tarefa.

Reproduzo, de seguida, o quadro anteriormente publicado indicando em caracteres mais escuros os exemplares que existem no meu álbum e faltam no dito quadro.

SELO COLADO:

1

-           

.....

-

.....

-

.....

-

Castanho Amarelo

-

Castanho Escuro

2

-           

.....

-

.....

-

.....

-

Castanho Amarelo

-

Castanho Escuro

3

-           

.....

-

.....

-

.....

-

Castanho Amarelo

-

 .........................

4

-           

.....

-

.....

-

.....

-

Castanho Amarelo

-

Castanho Escuro

   
   

SELO IMPRESSO:

1

-           

Azul

-

Verde

-

Violeta

-

Castanho Amarelo

-

Castanho Escuro

2

-           

Azul

-

Verde

-

Violeta

-

Castanho Amarelo

-

Castanho Escuro

3

-           

Azul

-

Verde

-

Violeta

-

Castanho Amarelo

-

Castanho Escuro

4

-           

Azul

-

Verde

-

Violeta

-

Castanho Amarelo

-

Castanho Escuro

São, portanto, e no total, mais quatro exemplares.

Este quadro, actualizado, também me levará a concluir que poderão existir outras variedades não assinaladas.

Lanço daqui um apelo aos inteiristas que possuam exemplares ainda não “dados à luz” para comunicarem com os autores destes artigos ou e porque não, “escrevinhar” umas linhas cá no nosso Boletim, A Direcção agradece...

Ao meu Amigo Mascarenhas Pereira o convite para recompilar a novos dados existentes. Creio que poderá alterar a sua primeira análise relativamente às quantidades emitidas... a não ser que os meus sejam exemplares únicos... Querias!!!

Luís Vicente

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