| Hernâni Matos |
Inteiros Postais de Portugal |
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CARTA
POSTAL UNIVERSAL |
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José da Cunha Lamas |
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(José da Cunha Lamas (1969), in Inteiros Postais de Portugal e Ilhas Adjacentes, Edição dos Serviços Culturais dos C.T.T., Lisboa.) |
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Em
princípios de Setembro de 1953, a Empresa da Carta Postal Universal,
então com sede na Rua Almirante Barroso, n.° 1, 3.° andar, em Lisboa,
pediu autorização para mandar imprimir na Casa da Moeda, um selo numa
"Carta Postal Universal", comprometendo-se a pagar previamente
todas as despesas, taxas e encargos, o que foi autorizado, em princípio. Esclarecidos
alguns pormenores, foi decidido, em meados de Maio de 1954, que as
"Cartas" seriam entregues em séries de 5 000 ou de I0 000
exemplares e levariam impressa uma vinheta de $20 da Obra Social dos C.
T. T. além do selo de franquia de I$00; o pagamento do valor deste último
seria feito à medida que a Empresa interessada levantasse as
"Cartas" na Estação Central dos Correios (E. C. C.) do
Terreiro do Paço; as "Cartas" deviam apresentar dois rectângulos
de dimensões adequadas à impressão do selo e da vinheta. A
Empresa desejava que esses rectângulos tivessem as mesmas dimensões,
por uma questão de simetria de desenho, e, pensou-se na impressão do
selo do tipo "D. Dinis", já aprovado, mas ainda não emitido;
mas Isso não foi possível porque esse selo era impresso a duas cores e
sem contorno definido; por isso, foi decidido aplicar o selo do tipo
"Caravela", de dimensões muito diferentes das vinhetas da
Obra Social dos C. T, T., o que aliás sucedia também com o selo do
tipo "D. Dinis". Pretendia,
assim, a Empresa lançar no mercado umas folhas de papel de carta,
devidamente franqueadas, que seriam vendidas ao público pelo preço de
$20, importância que revertia inteiramente para as casas comerciais que
se encarregassem da sua venda, porque todas as despesas, taxas e
encargos, e ainda uma percentagem de lucro para a Empresa, seriam
cobertas pela receita proveniente de anúncios e outras formas de
propaganda previamente impressas nas folhas. Os interessados nesses anúncios
e propaganda só os pagariam depois de as cartas respectivas se
encontrarem à venda. As
“Cartas” constituíam séries de 5 000, 10 000, 15 000, 20 000, etc.
exemplares, séries que a Empresa denominava, respectivamente, séries A
(5 000), séries B (10 000), séries C (15 000), séries D (20 000),
etc., fazendo seguir estas designações de um número de ordem para
cada tipo de série. Nas remessas para selagem na Casa da Moeda, incluía-se
sempre, além dos números referidos, uma percentagem para quebras
(refugo, aproximadamente 3 %). As
folhas eram dobradas duas vezes em cada sentido e, por fim, fechadas por
pala gomada. Os
trabalhos preparatórios para a primeira série de 5 000 Cartas Postais
Universais (série A -1),
incluindo recolha de anúncios, sua gravura e respectiva impressão, só
ficaram concluídos em meados
de Junho de 1955 e seguiram então as “Cartas” para a Casa da Moeda,
de onde voltaram, com selo e a vinheta, nos fins de mesmo mês. Seguiram-se
outras séries que passaram pelos mesmos trâmites; mas logo para a 2.ª
série de 5 000 (série A -2) reconheceram os C. T. T. que a vinheta da
Obra Social deveria ser impressa no verso da “Car ta ”,na aba gomada
destinada ao fecho da mesma, de acordo com o disposto no n.° 3.º do
art. 1211.º do Regulamento da Convenção Postal Universal. Por
engano da oficina onde eram impressos os motivos de propaganda, nos
exemplares da série A - 5
o primeiro traço destinado à direcção ficou do lado direito, local
onde devia ser impresso o selo de franquia e, assim, poderia parecer que
este já tinha sido inutilizado por aquele traço. Fez-se, por isso, nova série A-5, semelhante àquela, mas com o traço para a direcção correcto (à esquerda) e esta nova série recebeu a impressão do selo de 1$00, quando a série anterior apenas pôde receber o da vinheta da Obra Social dos C. T. T. No
quadro seguinte, damos indicação das saídas do Depósito dos C. T. T.
para a Estação Central dos Correios (E.C.C.) do Terreiro do Paço, de
onde a Empresa interessada os foi retirando para distribuir pelos
estabelecimentos de venda ao público, o que. por vezes, só fez com
grande atraso. A face destinada à direcção apresenta, em algumas séries, pequenas variantes. |
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m |
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Datas |
Quantidades |
Séries |
Datas |
Quantidades |
Séries |
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Julho
1955 |
5
000 |
A1 |
23
Março 1956 |
5
000 |
A11 |
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Outubro
1955 |
5
000 |
A2 |
24
Março 1956 |
5
000 |
D1 |
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Outubro
1955 |
5
000 |
A3 |
28
Março 1956 |
5
000 |
D1 |
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Outubro
1955 |
5
000 |
A4 |
2
Abril 1956 |
5
000 |
D1 |
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Dezembro
1955 |
5
000 |
A5 |
3
Abril 1956 |
5
000 |
D1 |
|
Dezembro
1955 |
5
000 |
A5
(a) |
3
Abril 1956 |
1
000 |
(b) |
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Dezembro
1955 |
5
000 |
A6 |
24
Maio 1956 |
10
000 |
B1 |
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Dezembro
1955 |
5
000 |
A7 |
9
Junho 1956 |
10
000 |
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Dezembro
1955 |
5
000 |
5
Julho 1956 |
5
000 |
A12 |
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Dezembro
1955 |
5
000 |
A9 |
8
Agosto 1956 |
5
000 |
A13 |
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16
Março 1956 |
5
000 |
A10 |
12
Fevereiro 1957 |
5
000 |
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(a)
Sem selo impresso; só com s vinheta da Obra Social dos C. T. T. |
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(b)
Gravura a preto, sem indicação da série. |
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