CORREIOS HOMENAGEIAM ARQUITECTURA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA
NOVA SÉRIE FILATÉLICA MOSTRA PROJECTOS DO PÓS-25 DE ABRIL

 

 Os CTT emitiram , em Lisboa, no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, uma nova série filatélica dedicada à arquitectura portuguesa do pós-25 de Abril. Trata-se de um conjunto de 10 novos selos e um bloco filatélico que complementam a série dedicada ao mesmo tema lançada em 2006.

A nova colecção é ilustrada com fotografias de dez das mais emblemáticas obras arquitectónicas portuguesas com projectos elaborados depois de 1974. O bloco filatélico, com uma imagem do Pavilhão de Portugal do Parque das Nações, evoca a Trienal de Arquitectura de Lisboa, que ali se realiza entre 31 de Maio e 31 de Julho, acontecimento a que surge ligada esta emissão filatélica.

A concepção gráfica do novo conjunto de selos é de João Machado, que trabalhou sobre fotografias de Christian Ritchers, Daniel Malhão, Francisco Almeida Dias, KME/Carl Lang, Luís Ferreira Alves, Maria Timóteo e Rui Morais de Sousa.
Os selos, todos com o valor facial de 30 cêntimos, terão tiragens de 380 mil exemplares cada. O bloco tem o valor facial de 1,85 euros.

Para a elaboração destes selos, os CTT solicitaram o apoio científico da Ordem dos Arquitectos, que delegou em dois arquitectos, um do norte do país e outro do sul, a escolha de dez obras que exemplifiquem o percurso da arquitectura portuguesa posterior a 25 de Abril de 1974. A escolha recaiu sobre conjuntos urbanos ou edifícios singulares que possuem um clara visibilidade pública e que documentam períodos particulares da contemporaneidade portuguesa, procurando ainda uma representação razoavelmente repartida pelas três décadas analisadas.

Foram escolhidas obras de Aires Mateus, Álvaro Siza, AXR Portugal, Carrilho da Graça, Eduardo Souto Moura, Fernando Martins, Fernando Távora, Gonçalo Byrne, João Mendes Ribeiro, Vitor Figueiredo.

Aires Mateus está representado  pelo seu projecto para o Centro Cultural de Sines, datado de 2005.
De Álvaro Siza aparece o Pavilhão de Portugal, projectado para a Expo 98, considerado pelos autores desta selecção como um exemplo da melhor arquitectura institucional portuguesa que, com a sua praça coberta, responde cabalmente à representação da cidadania.
Da ARX Portugal foi escolhido para um dos novos selos o projecto do Museu Marítimo de Ílhavo, 1997-2003.
De Carrilho da Graça aparece retratado o edifício do Centro de Documentação do Palácio de Belém, concluído em 2003.
O Estádio Municipal de Braga, construído a tempo do Euro 2004 e já distinguido com vários prémios, é a obra de Eduardo Souto Moura escolhida para integrar a emissão.
Outra das obras representadas é a Biblioteca José Saramago, projecto de Fernando Martins para Loures, em 2002.
Fernando Távora está representado pelo seu projecto para a Casa dos 24, do Porto, concluída em 2002.
A torre inclinada do Centro de Coordenação e Controlo Marítimo do Porto de Lisboa, inaugurada em 2001, faz já parte do cenário da capital. É um projecto de  Gonçalo Byrne também ilustrada num dos dez selos da colecção.
Do lápis de João Mendes Ribeiro saiu o desenho do Centro de Artes Visuais, de Coimbra.
Por fim, aparece também na emissão um selo ilustrado com a fotografia da Escola Superior de Artes e Design, ESAD, construída nas Caldas da Rainha segundo projecto de Vítor Figueiredo.

Todos os edifícios escolhidos para esta segunda emissão dedicada às grandes obras da arquitectura portuguesa contemporânea situam-se no território nacional continental. Uma futura emissão filatélica subordinada ao mesmo tema será dedicada aos projectos dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

 

 (Texto transcrito de noticiário do web site dos CTT de 1 de Junho de 2007)

 

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