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Hernâni Matos |
Inteiros Postais de Portugal |
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Bento Manuel Grossinho Dias |
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Nascido a 28 de Julho de 1961, em Lisboa, iniciou-se na filatelia aos 11 anos ao encontrar, em casa, uma caixa metálica, outrora de linhas de cozer, com umas dezenas de selos da antiga província de Moçambique, onde os pais haviam vivido. Dois anos mais tarde recebe de presente de aniversário o já inexistente album de Portugal “Eládio dos Santos” e o catálogo de Portugal editado pela mesma casa. Inicia pouco depois a sua primeira colecção temática “Uniformes Militares”, certamente motivado pela paixão pelos soldadinhos e kits de plástico, que faziam a alegria dos petizes. Em 1974, em França, compra o seu primeiro catálogo mundial Yvert et Tellier, então em três volumes. Em 1978, por casualidade, apaixona-se pela Maximafilia. Ao ler um artigo saído na revista “Franquia” sobre os Postais-máximos do Vaticano, da autoria do Eng.º António dos Santos Furtado, desloca-se à morada do editor na expectativa de poder recorrer ao autor do artigo e comprando-lhe o referido postal, poder dele descolar o selo que pretendia juntar à sua colecção temática. Compra afinal, não só o referido postal máximo como uma meio dezena de outros e inicia nesse mesmo dia a sua aprendizagem da doutrina da Maximafilia, com o maior dos mestres. Durante anos, passou dezenas de tardes de sábado no escritório da “Aliança Exportadora”, escritório do Eng.º Furtado e primeira sede da APM – Associação Portuguesa de Maximafilia, da qual é sócio fundador e membro da sua Direcção. Foram tardes insubstituíveis de partilha de conhecimentos maximófilos e de vida, de alguém cujo número da conta bancária tinha um dígito e que viajava, no início do século, com a frequência com que só hoje se faz. Em alternativa, passava algumas das suas tardes de sábado na sede do Clube Filatélico de Portugal, do qual cedo se faz sócio, e do qual ainda hoje faz parte do Conselho Fiscal. Mais tarde associa-se a outras associações filatélicas e de coleccionadores de Postais-Máximos, nacionais e estrangeiras, tendo sido galardoado em Braga, no ano de 2000, com o título de “Maximafilista Eminente”, atribuído pelo CIMAX. A maximafilia desperta duas novas paixões, hoje igualmente importantes na sua vida de coleccionador: a cartofilia (coleccionismo de bilhetes postais) e a marcofilia (coleccionismo de carimbos postais). Para além de colecções tradicionais da maioria dos países europeus, outras áreas da filatelia foram entretanto abraçadas com colecções em variadas classes, das quais se destacam “Inteiros postais dos Açores”, “Correio Marítimo de Portugal”, Correio Aéreo português”, “Marcas postais de Moçambique”, “Correio Ambulante de Portugal”, “Service des Postes” (filatelia moderna), “Emblemas de carteiros” (filatelia social), entre muitas outras. Destas só as colecções de Maximafilia têm sido expostas em competição com uma cadência anual, desde a 1ª Exposição nacional de Maximafilia, realizada na Gulbenkian. À colecção de “Uniformes militares”, hoje com cerca de 30 quadros, juntou mais tarde, “O automóvel”, “O homem à conquista do céu” e “A música” (sem dúvida consequência do curso que tirou no Conservatório de Lisboa), classificadas com medalhas de vermeil, vermeil grande e ouro. Jurado da especialidade da Federação Portuguesa de Filatelia, descobriu recentemente uma nova paixão: a literatura filatélica, tendo já iniciado a escrita de artigos da especialidade e tendo em preparação dois livros. Licenciado em Organização e Gestão de Empresas e empresário de profissão, o seu novo desafio passa pela transmissão destas paixões para os seus três filhos, Carlota, Tiago e Pedro, sempre debaixo do apoio carinhoso da sua esposa Luisa. |
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