| Hernâni Matos |
Inteiros Postais de Portugal |
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INTEIROS POSTAIS COM FRANQUIA ADESIVA COMPLETA |
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in “O TIMBRE”, nº 2, Évora, Março de 1990 |
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Como mero bilhete-postal, o “inteiro” pode-nos aparecer com as mais variadas fórmulas de franquia. Contudo, a secção que quero aqui destacar é aquela em que o “inteiro” deixa de o ser e passa a funcionar como qualquer bilhete-postal particular, taxado como tal. |
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fig. 1 |
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Como é sabido, o bilhete-postal tem um período de circulação limitado e, este facto, origina que, uma vez retirado de circulação, deixa de possuir qualquer poder de franquia e, para girar, tem que ser selado como o total da taxa em vigor. Vejamos o caso da figura 1 - em 30 de Novembro de 1978 foram emitidos seis bilhetes-postais de Boas Festas, que levaram, no lugar do selo, o emblema dos CTT, postilhão a cavalo, sem taxa e com a inscrição de PREÇO 7$OO / INCLUINDO FRANQUIA. Em 1980, muitos destes bilhetes-postais receberam sobrecarga sobre o emblema, com os dizeres ESPAÇO PARA / O SELO ou PARA COLOCAÇÃO DO SELO, deixando, desta forma, de valer como “inteiros” e só podendo circular, como a própria sobrecarga determina, mediante a aposição da franquia adesiva completa. O que se passou com bilhete-postal que se mostra na figura 2, imediatamente abaixo, foi diferente. Trata-se de um bilhete-postal tipo Postilhão, da segunda emissão de 1957, que inclui taxa dentro do círculo do emblema, que, na data em que foi circulado, já tinha perdido o poder de franquia, o que obrigou à aplicação de selos adesivos até à concorrência da taxa em vigor em 1978 – 4$00. |
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fig. 2 |
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Ora assim sendo, como já se disse, não podemos considerar estes bilhetes-postais como “inteiros”, pela razão apontada - uma vez fora de circulação deixam de ter qualquer poder de franquia, deixam de ser “inteiros”. No entanto, como peças filatélicas, muitos deles são bastante curiosos e merecedores de toda a nossa atenção. Estou a lembrar-me de um bilhete-postal de D. Carlos, da emissão de 1898 comemorativa do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a índia, circulado em Itália e, portanto, com um selo italiano colado, como se fosse um postal ilustrado qualquer. Pena é que o seu possuidor, um meu caro amigo, não me tenha facultado uma cópia, de forma a que a dita peça pudesse ser apreciada por todos nós, pois e um exemplo rematado daquilo que acabei de descrever. |
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