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Há 16 mil coleccionadores de selos em Portugal
Negócio movimenta 10,5 milhões por ano nos cofres dos CTT
Existem em todos os tamanhos e feitios e ostentam os mais variados temas.
Os selos sobrevivem ao tempo e resistem às novas tecnologias. Em Portugal
têm cerca de 16 mil fãs, metade dos quais são coleccionadores
"profissionais" registados.
Para os CTT - Correios de Portugal, o coleccionismo (selos e livros) é uma
importante fonte de receita, tendo atingido os 10,5 milhões de euros no
ano passado. Um negócio que cresce a ritmo moderado e que apenas sofreu um
abalo de 10% em 2005, devido ao escândalo da Afinsa (que era a terceira
maior empresa mundial de activos não financeiros).
Na área filatélica, Portugal tem sabido inovar. Raul Moreira, director de
filatelia dos CTT, destaca o selo de cortiça, criado em Novembro de 2007.
"Foi o primeiro selo do mundo em cortiça, levámos sete meses a testar o
conceito até conseguir chegar a um selo que pode levar carimbo e
circular." A ideia foi tão bem recebida que "os espanhóis estão a preparar
um selo em cortiça para lançar em 2009".
Outro sector onde Portugal foi pioneiro prende-se com os livros temáticos
de selos, lançados desde 1983. Por temas, a gastronomia foi abordado pela
primeira vez em 1997. Antes dessa data nunca um prato típico tinha sido
matéria de selos. A ideia, aparentemente, "pegou" na Europa, onde em 2005
foi feita a "Emissão Europa" dedicada às coisas dos comeres e dos sabores.
Temas
Este ano, o desporto, a natureza, vultos da História (em cima) e
efemérides como a chegada da família real portuguesa ao Brasil (há 200
anos) são temas em destaque nas emissões dos Correios de Portugal.
"Este ano é forte em desporto, com os campeonatos em Portugal de judo e de
triatlo e o europeu de futebol na Suíça e Áustria", destacou Raul Moreira.
Todos estes acontecimentos serão registados nos selos.
Outra das colecções em destaque são os vultos da História e da cultura,
uma iniciativa que é assinalada anualmente desde 2004, com desenhados do
cartoonista André Carrilho.
Este ano estão representados o realizador Manoel de Oliveira, a pintora
Vieira da Silva, José de Mascarenhas Relvas (chefe do Governo em 1919), o
padre António Vieira, o professor e matemático Aureliano Fernandes e o
médico e escritor Ricardo Jorge. Em estudo está o lançamento de um livro
com todas as personalidades já representadas.
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