| Hernâni Matos |
Inteiros Postais de Portugal |
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INTEIROS
POSTAIS INÉDITOS |
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Armando Bordalo Sanches |
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(artigo publicado no Catálogo da INTERPOR 86) |
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INTRODUÇÃO |
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A Filatelia Portuguesa é uma realidade bem viva. |
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Vários factores têm contribuído decisivamente para
que isso aconteça, sendo de realçar quanto a nós os seguintes: |
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a) |
A beleza artística e a raridade do selo clássico português; |
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b) |
O âmbito geográfico do selo português e a riqueza filatélica
dentro desse espaço; |
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c) |
A sua constante evolução, através da actualização de
regulamentos (nacionais e estrangeiros), da introdução de novos métodos
de coleccionismo (filatelia temática, história postal, inteiros
postais, maximafilia, etc...) do aparecimento de novos e competentes
dirigentes, da formação de jurados, da actividade dinâmica de alguns
comerciantes, da permanente e devotada acção desenvolvida pelas
Associações, Clubes e Agremiações filatélicas, do árduo e
persistente trabalho de pesquisa e estudo de alguns coleccionadores e do
amor e carinho que os coleccionadores em geral lhe dedicam. |
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Fugindo à citação de nomes, já que isso nos
levaria certamente a cometer lapsos e injustiças, não podemos contudo
deixar de aproveitar esta oportunidade para prestar uma simples mas
sincera homenagem a duas Associações que, embora fundadas e sediadas
no estrangeiro — Inglaterra e Estados Unidos da América —, têm
vindo a desenvolver, ao longo dos seus 25 anos de existência, uma obra ímpar
nos diversos campos da Filatelia Nacional, ou seja, no coleccionismo, na
pesquisa, no estudo, na divulgação, no incremento e na publicação. |
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Essas Associações são evidentemente a
“Portuguese Philatelic Society” e a “International Society for
Portuguese Philately”. Para ambas, nesta data festiva de 25 anos de
luta em prol da Filatelia Portuguesa, os nossos sinceros parabéns,
votos de um longo Futuro e o nosso latino Bem Hajam. |
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Alguns ramos filatélicos têm tido nos últimos 15
anos, um impacto e uma projecção especial junto dos coleccionadores
— nacionais e estrangeiros —, sendo justo destacar, a História
Postal e os Inteiros Postais. |
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Tendo a noção do despertar destes novos interesses,
coube à Associação de Filatelia Temática do Porto a tarefa pioneira
e histórica de organizar a I Exposição Filatélica Nacional de
Inteiros Postais — Interpor/81, que foi um sucesso. Estava assim lançada
a semente; os frutos em breve surgiriam. |
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E de facto assim aconteceu. Em 1983 realizou-se a II
Exposição — Interpor/83, que não só confirmou o êxito da primeira
como também demonstrou que era imperioso dar continuidade a estas
Exposições. E deu-se, com a III Exposição — Interpor/86, cujo
evento ocorre de 11 a 19 de Outubro do ano em curso, no Salão Nobre da
Câmara Municipal da Maia. |
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Tendo sido convidado a escrever um artigo para o Catálogo
da Exposição, entendi que o mesmo só poderia versar sobre Inteiros
Postais, daí a razão deste estudo. |
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Adquiriu o autor, em 1981, uma curiosa e invulgar carta publicitária particular, denominada “Carta Postal-Secreto” e que reproduzimos nas figuras l e 2. |
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Na Fig. 1 apresentamos o frontispício da carta, ao
centro, e a indicação a tracejado do seu desdobramento. |
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Na Fig. 2 apresentamos o interior carta, ao centro, e
o seu desdobramento (idêntico ao anterior) a tracejado. Em pormenor
temos: |
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“Carta Postal-Secreto”, Tipo 1915 (21 de
Outubro), modelo Porto, Série 326, Patente 9541 e impressa na
Typografia Agencia de Publicidade - Porto; |
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Selo Ceres 2 ½ Centavos, colado e perfurado com três
asteriscos (estrelas). Bilhete-carta ilustrado a cores, com gravuras e
textos de propaganda e anúncios de artigos e estabelecimentos
comerciais ou industriais do Porto (a quase totalidade), de Lisboa (uma
casa) e de Coimbra (uma casa). Folha de papel rosa espesso (exterior) e
branco (interior), de 332 mm x 274 mm (com aba para fechar), para ser
dobrada 2 vezes no sentido da largura e três vezes no da altura,
ficando deste modo com 133 mm x 96 mm. |
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Era vendida ao público por l Centavo. |
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Endereçada ao distinto jornalista, senhor Guedes de
Oliveira, do “Primeiro de Janeiro”, do Porto, foi remetida a
25.8.1916 e recebida na mesma data. |
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Quer pela experiência filatélica adquirida, quer
por intuição (sexto sentido), teve o autor o pressentimento que esta
carta publicitária poderia ser uma “Carta Inteira”, uma vez que
reunia em si todas as condições legais para livremente circular,
diferindo unicamente dos Inteiros Oficiais no facto de ter o selo colado
e perfurado e não impresso. |
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Por tal motivo e num clima de grande expectativa,
decidi ouvir a opinião abalizada de dois experientes e distintos
Filatelistas do Porto, os ilustres amigos Dr. Miguel Macedo Teixeira
(coleccionador e jurado) e Américo Mascarenhas Pereira (coleccionador e
autor de dois Catálogos de Inteiros Postais). O seu parecer, cauteloso
e sensato, foi no sentido de ser arriscado e duvidoso considerar tal peça
como “Inteiro Postal” sem ter legislação oficial como suporte. |
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Este parecer, totalmente correcto e prático (tipo
terra a terra), em vez de me desanimar teve antes o condão de me
incentivar, de modo a provar que a minha tese estaria certa. |
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Por diversos motivos, as diligências a efectuar
nesse sentido só puderam ser reatadas em 1983 e já em Lisboa, para
onde o signatário tinha sido transferido profissionalmente em fins de
1982. |
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Vida nova, novos contactos e novos Amigos. |
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Num dos muitos encontros filatélicos que passámos a
ter com coleccionadores da capital, obtivemos, por troca, uma carta do
tipo da anterior e que, embora muito semelhante, apresenta pormenores
distintos. |
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Vejamos então: |
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“Carta Postal-Secreto”, Tipo 1915 (21 de
Outubro), modelo Lisboa, 54.ªSérie, Registada e impressa na Typografia Annuário
Commercial-Praça Restauradores, 27-Lisboa. |
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Selo Ceres de 2 ½ Centavos, colado e perfurado com
três asteriscos (estrelas). Bilhete-carta ilustrado a violeta, com
gravuras e textos de propaganda e anúncios de artigos e
estabelecimentos comerciais ou industriais de Lisboa. Folha de papel
amarelo e espesso (exterior) e branco (interior), de 277 x 338 mm (com
aba para fechar), para ser dobrada 2 vezes no sentido da largura e 3
vezes no da altura, ficando deste modo com 133 x 98 mm. |
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Esta aquisição veio reabrir, digamos assim, o
processo pendente. |
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Porém, nova e grata surpresa estava para surgir. Ocasionalmente, ao vermos um lote de postais publicitários, deparámos com o tipo desconhecido da figura 3. |
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EM RESUMO TEMOS: |
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“Bilhete Postal-Série Nacional”, Tipo 1916
(13 de Maio), modelo Lisboa e impresso na Typografia e Papelaria, 15
B, Avenida Almirante Reis, 15 B — Lisboa; |
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Selo Ceres de l Centavo, colado e perfurado com o
sinal do feitio de uma pequena circunferência. Ilustrado a cores, com
gravura e texto de propaganda a um artigo comercial, impresso em
cartolina branca e com as dimensões 91 x 142 mm. Série composta de 6
postais selados e vendida ao público por 5 centavos. |
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Foi remetido de Lisboa a 20.9.1916 com destino à
Figueira da Foz, onde chegou a 21.9.1916. |
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Algum tempo depois desta aquisição, tomei
conhecimento de um novo tipo, que sendo muito similar é perfeitamente
distinto. Pertencendo à colecção do ilustre coleccionador e Jurado,
Sr. Eng.° David Cohen, foi-nos amavelmente cedido para integrar este
artigo, pelo que o apresentamos nas figuras 4 e 5. |
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SINTETIZANDO TEMOS: |
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“Bilhete Postal Reclamo”, Tipo 1916 (9 de Março),
Modelo Lisboa, Registado e com “Circulação
autorizada só para Portugal”; |
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Selo Ceres de l Centavo, colado e perfurado com o
sinal do feitio de uma cruz. Bilhete postal não ilustrado, com textos
de propaganda e anúncios de artigos e estabelecimentos comerciais e
industriais de Lisboa, impresso em cartolina verde e com as dimensões
91 x 141 mm. |
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Por não ter indicação do preço, não sabemos por
quanto era vendido ao público. |
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Remetido de Lisboa a 20.5.16 e com destino a França
onde à chegada foi censurado (Controle par 1'Autorité Militaire).
Para tal efeito e contrariando a proibição do seu uso para o
estrangeiro, ostenta em adicional um selo Ceres de 2 Centavos. |
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Tendo em atenção somente o que atrás foi exposto,
evidentemente que cometeríamos um erro crasso ao designar tais peças
como Inteiros Postais. Vejamos então a legislação respeitante a
cada um dos Tipos estudados. |
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a) Carta Postal-Secreto, Tipo 1915, modelos Porto e
Lisboa: |
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“Comunica-se que, por despacho de S. Exa. o
Administrador-Geral, de 21 do corrente, foi autorizada a firma
Martins, Morais & C.ª, Limitada, com sede em Lisboa, a perfurar
os selos que empregar nas correspondências de sua invenção carta
postal-secreto cora três asteriscos (estrelas)”. (circular n.° 38,
de 25 de Outubro de 1915). |
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b) Bilhete Postal da Série Nacional, Tipo 1916,
modelo Lisboa: |
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“Comunica-se a todos os funcionários que por
despacho de S. Exa. o Sr. Administrador-Geral, de l2 de Maio corrente,
foi autorizado Jorge Eduardo de Assis Paixão, morador na Rua da Ilha
do Pico, 35, 1.°, desta cidade, a perfurar os selos destinados aos
bilhetes postais, série nacional, da sua indústria particular com o
sinal do feitio de uma pequena circunferência”. (circular n.° 16,
de 13 de Maio de 1916). |
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c) Bilhete Postat-Reclamo, Tipo 1916, modelo Lisboa: |
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“Comunica-se-lhe para seu conhecimento, e para que
sirva de o transmitir aos funcionários seus dependentes, que por
despacho superior de 4 do corrente foram autorizados os Srs. Virgílio
de Almeida e João Germano Gonçalves Júnior, residentes em Lisboa, a
perfurarem os selos da taxa de $01 que tiverem de aplicar aos bilhetes
postais-reclamo da sua invenção, com o sinal do feitio duma cruz”.
(circular n.° 9, de 9 de Março de 1916) |
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Estas circulares foram publicadas no Boletim da
Administração Geral dos Correios e Telégrafos (3.ª Direcção —
1.ª Divisão). |
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Subentende-se, portanto, que os Despachos emanados do
Administrador-Geral eram as leis que concediam as respectivas autorizações
e que as Circulares tinham a finalidade de dar a conhecer aos chefes e
funcionários das Estações Postais, o teor de tais Despachos,
permitindo deste modo que as correspondências circulassem sem
quaisquer demoras ou formalidades. |
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Perante o estudo efectuado, penso que será oportuno,
desde já, formular entre outras as seguintes questões: |
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a) Por que motivo(s) apareceram estas correspondências
e que benefícios trouxeram para os proprietários (industriais).
Correios, anunciantes e público? |
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b) Por que motivo(s) ostentavam selos perfurados e
colados e não impressos? |
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O aparecimento destas cartas e postais publicitários
deve-se essencialmente à prática de actos isolados de natureza
comercial, e como tal, visando unicamente um objectivo, o lucro. Na
verdade, os proprietários (industriais) das correspondências
patenteadas ou registadas começavam por obter a prévia e indispensável
autorização para perfurar e colar os selos e angariar publicidade
— paga pelos anunciantes; em seguida, mandavam imprimir numa
tipografia as correspondências, perfuravam e colavam-lhes os selos e
punham-nas à venda, distribuindo-as por tabacarias, papelarias, etc..
e já totalmente aptas a circular. |
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A utilização destas peças beneficiava todos os
seus intervenientes, vejamos como: |
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Os proprietários recebiam o dinheiro respeitante à
publicidade que angariavam junto dos comerciantes e industriais e que
lhes dava não só para pagar todos os encargos suportados, como também
para obter o lucro previsto; |
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Os Correios recebiam de uma só vez verbas
significativas, através da venda de centenas ou dedilhares de selos e
obtinham assim ganhos imediatos; |
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Os comerciantes e industriais, que pagavam a
publicidade, alcançavam maiores lucros devido ao aumento das suas
vendas; |
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O público beneficiava em tempo e dinheiro, uma vez
que adquiria as correspondências já seladas — com porte adequado
para serem expedidas — e por um preço inferior ao do selo. |
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Os motivos que levaram a Administração dos Correios
a conceder às entidades referidas nas circulares, tais autorizações
(só detectámos estas três excepções), presumo que tenham sido: |
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a) Estar o País a participar na Guerra contra a
Alemanha e como tal encontrar-se a “Casa da Moeda” mobilizada para
a execução de tarefas prioritárias; |
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b) Menor risco (conhecem-se casos em que, após a
impressão do selo, os trabalhos não eram levantados e pagos),
menores encargos e portanto maiores ganhos. |
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Em face deste estudo estamos convictos que estas raríssimas peças passarão a pertencer a partir desta data e, por direito próprio, à vasta família dos “Inteiros Postais”. Assim o queiram e entendam os responsáveis pela nossa filatelia. |
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(1) J. da Cunha Lamas, descreve uma carta similar (12.ª Série) na sua obra “Inteiros Postais de Portugal e Ilhas Adjacentes”. |
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Última modificação |
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