| Hernâni Matos |
Inteiros Postais de Portugal |
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NOTAS
SOBRE O CANCIONEIRO DE NATAL ALENTEJANO |
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À
LAIA DE INTRÓITO |
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O
confrade João Soeiro meteu-se em director do Timbre e vá daí, anda
armado em Queiroga, a chatear o pífaro aos outros, a ver se escrevem
para “O Timbre”. Até o gato da vizinha já foge dele como o Diabo
da Cruz. Ora eu, que já estou farto de o aturar, tinha que descalçar a
bota e arranjar-lhe um artigo nesta quadra natalícia. E embora não me
faltassem nem tema nem material para parir um artigo, não tinha tempo
para a parição. Como sou um homem de decisões rápidas, disse cá
para o meus botões: - Apanhas com um texto já feito, que anda
adormecido na gaveta e ficas todo repimpado! Pois não é verdade, que
“Quem não tem cão caça com gato”? Ora é esse precisamente o
meu caso e, o meu gato, é a admirável Etnografia Alentejana e, em
particular, o seu rico Cancioneiro Popular, dos quais sou estudioso e
aos quais vou beber a minha identidade cultural de camponês do sul, com
uma mescla de sangue mouro e africano a serpentear nas veias. As
ilustrações como não podia deixar de ser, foram fornecidas pelos
inteiros postais portugueses, mais precisamente bilhetes postais de boas
festas duma época em que os nossos correios ainda não vendiam cartões,
como a papelaria ou o quiosque da esquina. O texto é dedicado a todos os confrades, muito em especial aos que não são alentejanos, para que fiquem a gostar ainda mais deste Alentejo, para além do pão, do vinho, dos queijos e das paias com que tiram a barriguinha de misérias, sempre que vêm ver o que é viver.
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LÁ
VAI OBRA |
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Pelo
carácter do povo alentejano, pelo trajo popular, pela gastronomia, pela
arte popular, pela casa tradicional, pelo cante, pelo cancioneiro
popular, o Alentejo é uma região com uma identidade cultural própria. |
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Quando
digo Alentejo, digo um só Alentejo. Digo o Alentejo de Catarina, mas
também o Alentejo de Florbela. Digo o Alentejo de Manuel da Fonseca,
mas também o Alentejo do Conde de Monsaraz. Digo afinal, o Alentejo que
é e será uma região, mas que é também um estado de espírito e é
sobretudo uma forma de estarmos e sermos solidários, a qual se reflecte
naturalmente em tudo, inclusive no cancioneiro popular de Natal, onde
apesar da pouca religiosidade, é notório o respeito pela Sagrada Família,
a qual apesar disso é tratada terra a terra e mesmo com uma certa
ironia. Assim, Jesus é identificado como mais pobre que os pobres: |
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Qualquer
filho de homem pobre |
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Nasce
num céu de cortinas. |
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Só
tu, Menino Jesus, |
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Nasceste
numas palhinhas.[1] |
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Jesus
é também recriminado por ter nascido numa época de frialdade: |
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Ó
meu Menino Jesus |
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Ó
meu menino tão belo, |
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Logo
Vós foste nascer |
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Na
noite do caramelo![2] |
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Fazendo
fé no cancioneiro, ou das duas uma, tal como a minha filha, o Menino
era crescido para a idade, ou S. José era um carpinteiro de obra
grossa, que fazia as obras a olho, não ligando às possíveis medidas: |
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O
Menino chora, chora, |
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Chora
com muita rezão: |
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Fizeram-le
a cama curta, |
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‘Tá
c'os pézinhos no chão.[3] |
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De
resto, S. José poderia não ser mesmo dado a grandes trabalheiras: |
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José,
embana o Menino, |
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Com
a mão e não com o pé; |
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Esse
Menino que embanas |
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É
Jesus de Nazaré.[4] |
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Quem
parece que sabia embalar o Menino era a mãe: |
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Esta
noite, à meia noite, |
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Ouvi
cantar ao Divino; |
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Era a virgem Maria |
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Que embalava o seu Menino.[5] |
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O
Menino parece que era um bébé - chorão e tanto chorava por cima como
por baixo: |
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O
Menino chora, chora, |
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Chora
pelos calçõezinhos. |
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Calai-vos,
ó mê Menino |
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Faltam-le
os botõezinhos.[6] |
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Como
todos os bébés, o Menino era um bébé – mijão. Por isso, tinha de
mudar de roupa de baixo com frequência, dando muito trabalho à mãe: |
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Cantai,
anjos, ao Menino, |
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Que
a senhora logo vem: |
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Foi
lavá-los cueirinhos |
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À
ribeira de Belém.[7] |
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Era
cada encharcadela! Molhava não só ao cuerinhos como também a
camisinha: |
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Ó
mê Menino Jasus, |
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Qu'é
da tua camisinha? |
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Tá
lá fora na ribeira |
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Em
cima duma pedrinha.[8] |
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CANTANDO
AS JANEIRAS – bilhete postal ilustrado, de Boas Festas, emitido
pelos CTT no Natal de 1950, com selo de $50 lilás-rosa escuro, do tipo
Caravela, destinado ao Serviço Nacional .
Ilustração de Frederico George. Custo, incluindo a franquia:
1$20. |
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Não
havia sítio que chegasse para estender a roupa, a ponto de os pastores
terem de ser avisados para não arrancar vegetação, não fosse dar-se
o caso, de não haver onde estender a roupa: |
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Pastor
do gado branco, |
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Não
arranques o rosmaninho, |
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Pois
é onde a Virgem Pura |
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Estende
os cueirinhos.[9] |
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De
resto, parece que o menino não era muito esquisito em relação à
roupa: |
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-
Ó meu amado Menino |
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Quem
Vos deu o fato verde? |
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-
Foi uma moça donzela |
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Duma
doença que teve.[10] |
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Mariolicices
também o Menino as faria, a ponto de ter que levar o seu tabefe: |
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-
Ó meu menino Jesus |
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Quem
vos deu? Porque chorais? |
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-
Deram-me as moças da fonte; |
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Não
hei-de tornar lá mais.[11] |
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O
cancioneiro popular alentejano é um cancioneiro de homens sujeitos ao
trabalho sazonal e ao consequente desemprego cíclico. Por isso, é um
cancioneiro de homens, muitas vezes com uma barriga vazia, que dá
horas, não podendo, por isso mesmo, deixar de reflectir naquilo que as
poderia confortar. Para alguns, haveria mesmo que dar de comer ao
Menino, sem a própria mãe saber: |
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Ó
mê Menino Jasus, |
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Quem
vos pudera valer, |
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com
sopinhas da panela |
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Sem
a vossa Mãe saber![12] |
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QUEIMA
DO MADEIRO – bilhete postal ilustrado, de Boas Festas, emitido
pelos CTT no Natal de 1950, com selo de $50 lilás-rosa escuro, do tipo
Caravela, destinado ao Serviço Nacional.
Ilustração de Frederico George. Custo, incluindo a franquia:
1$20. |
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Alguns
deviam ter tanta fome, que chegaram
a pôr a hipótese de comer a boca do Menino: |
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Ó
mê Menino Jasus, |
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Boquinha
de requêjão: |
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Quem
vo-la comera toda |
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C'um
bocadinho de pão.[13] |
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Outros
mais comedidos, limitaram-se a pedir ao Menino para repartir com eles a
comida, porque não têm pão: |
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Ó
mê Menino Jasus |
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Da
Lapa do coração, |
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Dai-me
da vossa merenda, |
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Que
a minha mãe não tem pão.[14] |
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Ou
até porque não têm mesmo nada para comer: |
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Ó
meu amado Menino, |
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Boquinha
de marmelada, |
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Dai-me
da vossa merenda, |
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Que
a minha mãe não tem nada.[15] |
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Chegam
mesmo ao ponto de querer saber,
onde é que o menino arranjou a comida que tem naquele momento: |
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Ó
mê Menino Jasus,
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Quem
te deu essa boleta?
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Foi
a minha avó Sant'Ana
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Qu'a
tinha lá na gaveta.[16] |
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Outros,
mais imaginativos, talvez pensando naquilo que não têm, pintam um
menino empanturrado com aquilo que o porco e a terra dão: |
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Olha
o Deus Menino, |
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Nas
palhinhas deitado, |
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A
comer pão e toicinho |
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Todo
besuntado![17] |
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Este
o cancioneiro popular que temos e de que nos devemos orgulhar, por ser
parte integrante da nossa memória colectiva e da nossa identidade
cultural, que urge preservar e transmitir às gerações mais novas. |
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[1] Elvas. Recolha de M. Inácio Pestana in Etnologia do Natal Alentejano, Edição da Assembleia Distrital, Portalegre, 1978.
[2] Recolha de J. Leite de Vasconcellos in Cancioneiro Popular Português, vol. III, Acta Universitatis Conimbrigensis, Coimbra, 1983.
[3] Elvas. Recolha de M. Inácio Pestana in Etnologia do Natal Alentejano, Edição da Assembleia Distrital, Portalegre, 1978.
[4] Alandroal. Recolha de J. Leite de Vasconcellos in ob. cit.
[5] Alentejo. Recolha de J. Leite de Vasconcellos in ob. cit.
[6] Elvas. Recolha de M. Inácio Pestana in ob. cit.
[7] Alentejo. Recolha de J. Leite de Vasconcellos in ob. cit.
[8] Elvas. Recolha de M. Inácio Pestana in Etnologia do Natal Alentejano, Edição da Assembleia Distrital, Portalegre, 1978.
[9] Elvas. Recolha de M. Inácio Pestana in ob. cit.
[10] Alentejo. Recolha de J. Leite de Vasconcellos in ob. cit.
[11] Alentejo. Recolha de J. Leite de Vasconcellos in ob. cit.
[12] Alandroal. Recolha de J. Leite de Vasconcellos in ob. cit.
[13] Elvas. Recolha de M. Inácio Pestana in ob. cit.
[14] Alandroal. Recolha de J. Leite de Vasconcellos in ob. cit.
[15] Alentejo. Recolha de J. Leite de Vasconcellos in ob. cit.
[16] Elvas. Recolha de M. Inácio Pestana in ob. cit.
[17] Estremoz. Recolha de Hernâni.
Matos. Anos 60.
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MÚSICA: NATAL DE ÉVORA (Popular) |
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Ficheiro midi de Fernando de Brito Vintém in MIDI PORTUGAL: |
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