| Hernâni Matos |
Inteiros Postais de Portugal |
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AS NOVAS TECNOLOGIAS AO SERVIÇO DA LITERATURA FILATÉLICA Estremoz, 30 de Outubro de 2004. Comunicação sobre Literatura Filatélica, apresentada no I Encontro Nacional de Escritores e Jornalistas Filatélicos de Língua Portuguesa, promovido pela ANJEF, no auditório da PHILAIBERIA 2004. |
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1. INTRODUÇÃO
É sabido que a Literatura Filatélica nasceu na prática com a Filatelia, hoje estrurada em diversas classes, uma delas a própria Literatura Filatélica, que apesar de ser uma classe filatélica como as outras, apresenta o valor acrescido de ser indispensável ao fomento, à didáctica e ao desenvolvimento das demais. A Filatelia é dinâmica e evolui, porque evolui o nosso conceito de Mundo e de Vida. A Literatura Filatélica é igualmente dinâmica e conta hoje com o apoio das novas teconologias. É assim pertinente uma reflexão centrada no papel das novas tecnologias ao serviço da Literatura Filatélica. Será que as novas tecnologias constituem elas próprias Filatelia ou pelo contrário potenciam o acto de criação filatélico-literário? Procuraremos dar uma resposta a esta questão, para o que reflectiremos em torno dos seguintes tópicos:
2. Os processadores de texto 3. Os programas de paginação 4. Os programas de imagem 5. O scanner 6. O correio electrónico 7. As bases de dados 8. O suporte magnético ou digital 9. A apresentação em power-point 10. A Internet e o acto de criação filatélico-literária 11. A divulgação dos produtos filatélico-literários 12. Balanço final 2. OS PROCESSADORES DE TEXTO Os processadores de texto como o Word permitem:
3. OS PROGRAMAS DE PAGINAÇÃO Os programas de paginação ultrapassam os processadores de texto pois permitem a definição “cirúrgica” do conteúdo textual ou imagético de cada página, já que o objectivo para que foram criados é a paginação de conteúdos. Os programas de paginação são assim um precioso auxiliar dos editores, na medida em que a paginação cirúrgica torna o texto e respectivos complementos, aptos a serem utilizados na produção de chapas para impressão tipográfica, o que se traduz numa diminuição dos custos de produção. 4. OS PROGRAMAS DE IMAGEM Os programas de imagem permitem através do recurso a um scanner, fazer a digitalização da imagem, bem como o respectivo tratamento, visando a sua adequação ao fim em vista. Esse tratamento, passa pela selecção daquilo que se pretende mostrar, bem como o respectivo dimensionamento e fixação da resolução. Essas imagens podem, entretanto ser valorizadas, através da eliminação de quaisquer defeitos que apresentem. 5. O SCANNER O scanner permite a digitalização de imagem e de texto, este último através dum programa de reconhecimento de caracteres, conhecido por OCR. A imagem digitalizada pelo scanner pode ser exportada para o processador de texto, para o programa de paginação ou para arquivo, para posterior utilização. Naturalmente que a imagem digitalizada pode ser tratada. A digitalização de texto através dum programa de OCR, origina os chamados “erros de scan”, que é necessário corrigir, para o que se poderá, se for caso disso, recorrer ao corrector ortográfico. 6. O CORREIO ELECTRÓNICO O correio electrónico permite a circulação rápida de informação (texto e imagem sob a forma de anexos aos emails. O correio electrónico assume assim importância no envio de textos para os editores e na expedição de textos para os membros de uma “mailing list”. O correio electrónico tem ainda alguma importância na génese do próprio produto filatélico-literário, na medida em que pode ser utilizado na recolha de informação junto de algumas fontes. 7. AS BASES DE DADOS As bases de dados são igualmente um instrumento de máxima utilidade em Literatura Filatélica, tanto para os editores como para os escritores e jornalistas filatélicos. Listas de contactos, bibliografias, listas de peças filatélicas com determinadas características, preçários, tudo é armazenável em bases de dados como o Acess, o qual permite a pesquisa e a localização de informação armazenada, mediante critérios a estabelecer. Naturalmente que as bases de dados também possibilitam a edição da informação armazenada. 8. O SUPORTE MAGNÉTICO OU DIGITAL A gravação de textos filatélico-literários e de imagens pode ser feita em suporte magnético ou digital. Qualquer destes permite em qualquer instante, a reprodução em suporte magnético ou digital, a impressão ou edição na Internet, a expedição por correio electrónico ou o envio do próprio suporte magnético ou digital para o editor As gravações podem ser permanentemente actualizadas com a introdução de novos itens. É vantajoso gravar neste caso cada uma das versões do texto com numeração diferente, o que permite ficar com o registo da evolução espaço-temporal do texto filatélico-literário. 9. A APRESENTAÇÃO EM POWER-POINT A divulgação do produto filatélico-literário pode ser feita em suporte físico de papel, “on line” ou através duma comunicação oral. Neste último caso e apesar da oralidade e o poder de comunicação serem determinantes, não deixa de ser importante a visualização de imagens ou tabelas que ilustrem, esclareçam ou reforcem o sentido da comunicação. Com esta finalidade, o uso do power-point – programa informático de projecção de slides, a usar com um data-show – dá excelentes resultados. 10. A INTERNET E O ACTO DE CRIAÇÃO FILATÉLICO-LITERÁRIA A Internet pode também ser utilizada na criação filatélico-literária. Em primeiro lugar na recolha de informação através de motores de busca, que mediante a utilização de palavras-chave criteriosamente escolhidas nos permitem instantaneamente tomar conhecimento do que foi escrito sobre um dado assunto e tenha sido simultaneamente editado para a Web. A Internet possibilita igualmente a consulta de bases de dados disponibilizadas “on line” o que doutro modo poderia ser inviável em termos geofísicos ou financeiros. Os tradutores existentes “on line” permitem de resto compreender os conteúdos em algumas línguas que não dominamos. 11. A DIVULGAÇÃO DOS PRODUTOS FILATÉLICO-LITERÁRIOS Os produtos filatélico- literários – artigos, revistas, livros, etc., encontram na Internet um meio de divulgação excelente e um público mais vasto. Por vezes esses produtos literários são a versão “on line” de produtos literários já editados em suporte de papel, mas nem sempre assim acontece, existindo produção filatélico-literária própria para a Internet. Estes produtos filatélico-literários podem estar paginados ou não e conter notas de rodapé ou de fim, mas agora há a possibilidade de dispor de hiperligações que accionadas conduzem a um esclarecimento, a uma informação ou a um aprofundamento do termo hiperligado. A hiperligação pode conduzir à nota de rodapé ou nota de fim, bem como conduzir a outras página do mesmo Web site ou de um Web site diferente. Os servers onde estão alojados os Web sites fornecem serviços de estatística de visitantes, pelo que é possível saber o número de vezes que os produtos filatélico-literários foram consultados, bem como a proveniência da consulta. Os motores de busca cujos robots escalpelizam os conteúdos da Internet permitem localizar com facilidade os conteúdos filatélico-literários e as imagens; para o que basta utilizar como palavras-chave, termos adequados na pesquisa dos mesmos. 12. BALANÇO FINAL Do exposto se conclui que se é certo que as novas tecnologias não são Filatelia nem tão pouco substituem nem a Filatelia nem a Literatura Filatélica, não é menos certo que potenciam o acto de criação filatélico-literário em termos de criação textual, gravação, edição e divulgação. |
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