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OS 20 REIS DE D. CARLOS A.
Decrook In
A FILATELIA PORTUGUESA, Porto, nº 15, Junho de 1987 |
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Meu
caro Mascarenhas, desculpe apropriar-me do título do seu apontamento
publicado no boletim n.° 14 de “A Filatelia Portuguesa” do C.N.F.
de Abril/87 e violar o espaço que nele lhe está reservado, mas deste
modo consigo um maior relacionamento entre o meu e o seu apontamento
sobre o mesmo assunto. Pois
amigo Mascarenhas felicito-o porque você é um dos poucos que tem
coragem de, de vez em quando, enfrentar os que, por “falta de
tempo”, não são capazes de contribuir com o pouco ou com o muito que
sabem, para um maior conhecimento e identificação destes novos
“senhores” da filatelia, que são os inteiros postais. Mas,
meu caro, fiquei desolado, pois julguei que viesse também fazer luz
sobre o 20+20r. do senhor Diogo Neto e não só dos de monsieur Mouchon.
Não que não seja pertinente chamar a atenção para aqueles dois
“indivíduos” que, parecendo gémeos, o não são. Realmente quem não
possui um catálogo para se orientar poderá julgar que, tal como
aconteceu com outros postais emítidos, em que os “cortes” nem
sempre foram iguais, também nestes e com diferenças tão pequenas (sim
porque não existem só em 140x85 e 140x90 mas, por diferenças de
corte, existem em 139, 140 e 141 e em 85 e 87, em 90 e 92)
poder-se-ia pois supor tratar-se de variedades, já que quem tem catálogo,
estes os “individualizam” exactamente pelas diferenças nas dimensões. Esclareceu,
fez muito bem, tudo correctíssimo. Agora,
viremo-nos para os do senhor Diogo Neto, principalmente para o 20+20r.
que, para mim é que constitui o “busílis”. Senão
vejamos. Cunha Lamas no seu livro só se lhes refere a pág. 77 para
dizer que “os bilhetes-postais de 20r e 20+20r. apenas diferem dos
de 30r e de 30+30r, respectivamente, no valor dos selos e na cor da
gravura que naqueles é cinzento-azulada”. Daqui resultou que, por
arrastamento, quer no seu “registo de batismo”, como lhe chama, quer
no catálogo de S. Ledo, se mencionem assim “talqualmente”. Mas já
no outro catálogo, no de A. H. de Oliveira Marques se indica o 20r cm
cinzento-azulado escuro mas o 20+20r. em lilaz-cinzento. Não há
portanto semelhança cromática mas sim tons de cor bem definidos. Um é
um matiz de cinzento outro um matiz de lilaz! Existem
realmente os dois? O amigo tem o cinzento? É
que : 1.°
- As cores mencionadas no O. Marques coincidem com as do catálogo
Higgins & Gage que designa o 20r. como Blue Gray e o 20+20r. como
Gray Lilac. Eu não percebo nada de inglês mas socorrendo-me do dicionário
parece-me que há sintonia nas informações destes dois catálogos! 2.°
- Eu tenho dois do 20+20 em lilaz-cinzento, igualzinhos e diferentes
como água do vinho do 20r. cinzento-azulado! E a cercadura, sem que
haja a mais pequena diferença, é a mesma que serviu para o 30r.+30r
com a ressalva da cor e taxa, “videntemente”. Pergunto
qual das duas está certa? Existirão os dois? Um sei eu que existe
porque o tenho. E já agora... como por acaso até tenho dois e posso
dispensar um, mas não tenho o 20+20r. Mouchon carmim (ou vermelho) - o
que virou às direitas – talvez possa haver um diálogo... E
é tudo, meu caro. Julgo que, mesmo metendo a foice em seara alheia, ou
seja na secção que neste boletim lhe está destinada, eu vim pelo
menos levantar o “pó” sobre um “caso”. Obrigado
pela atenção que me deu, se me leu. |
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A.
DECROOK Maio/1987 |
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