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OUTRA VEZ OS 20 REIS DE D. CARLOS Américo
Mascarenhas
Pereira In
A FILATELIA PORTUGUESA, Porto, nº 18, Dezembro de 1987 |
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Estava
eu, muito sossegadinho, armonando (na Ilha da Armona) sob o maravilhoso
Sol do meu (querias?!) Algarve quando, muito sorrateiramente, me
“aparece* o Amigo Decrook, viajando no “nosso” C.N.F., algo
“baralhado” com as cores do D. Carlos, da autoria de Diogo Neto, no
tocante aos valores 20 e 20+20 reis. Pois,
meu caro, como muito bem sabe, já me encontro na reforma há uns anitos
(à algarvia) pelo que, quando toca a época de férias, desforro-me dos
tempos em que não tinha disso e...passo só (?) os quatro meses da
praxe, na minha/nossa/deles (?) Ilha...invejoso!, envelheça, meu Amigo,
envelheça mas não se esqueça de envelhecer “conjuntamente com” -
como dizem os nossos “burritos” da língua portuguesa - a
sobre-dita-cuja-reforma, posto que a minha, por ter nascido cedo e não
sofrer da tal “indexação”, anda muito por baixo, o que já me
atrapalha bastante, face aos tais preços a que teremos de nos habituar,
se houver possibilidades de o fazer. Bom,
mas isto nada tem a ver com o assunto; serve, sim, para justificar o meu
silêncio, dado que regresso, normalmente, em Outubro. Contudo, chegado
que fui...fui ao Porto e aí permaneci 15 dias; logicamente, não houve
hipótese alguma para uma contestação/ajuda, o que estou pretendendo
fazer hoje...muito embora ignore quando nascerá, quero dizer, será
dada à luz, mas isso já não me diz respeito. Voto para que tenha uma
“boa hora”. Talvez assim surjam mais coleccionadores/estúdio/curiosos,
sempre úteis em qualquer tipo de coleccionismo. Venham eles! Prometo,
dentro dos meus fracos conhecimentos, tentar esclarecer o melhor possível.
Eu e não só, pois outros poderão fazê-lo igualmente. É tudo uma
questão de boa vontade, sempre que se tem conhecimento d’alguma
coisita, por muito pequenina que seja. São esses informes/informações
que, na maioria das vezes, acabam por “iluminar” recantos escuros,
nem sempre perceptíveis a “olho nu”. (Gostei da tirada...peneirento!). Tem
razão para estar rindo e dizendo lá para os seus botões: - “Vê-se
mesmo que ó algarvio!”. Pois é! Se há até quem não goste de
“arreganhar a tacha”. Ria, meu Caro Amigo e deixe aos introversos -
não gosto do outro sinónimo - a sisudeza das suas críticas, em cujas
palavras não há, creia, mais seriedade. Tiremos partido do que nos é
dado, na vida, e vivamos o mais alegremente possível. Para ficarmos
macambúzios...que venha longe o dia...amen! Para esses...ainda bem que
se riu. Vamos ao que interessa: 1.º
- No respeitante às cores (o seu problema, segundo me parece) teremos
de considerar alguns factores, tais como: a)
- A escala cromática de cada um; ...e os daltónicos? b)
- O tipo de cartolina, onde se executou a impressão. c)
- Se o dito I.P. esteve ou não exposto ao Sol, se sofreu a acção de
qualquer produto (capaz de alterar a cor da tinta, composta), pois
destarte fácil nos será chegar a tonalidades muito diferentes,
consoante a retina de “A” ou de “B”, ou ainda de se possuir os
tais, os outros sofredores de mazelas: descoloridos, descorados ou
alterados. Atenção à cartolina, igualmente motivadora de alterações. 2.°
- Às suas medidas poderei acrescentar as encontradas na folha simples: 141
X 83 ...146 X 85 ...147 X
88 já
que o duplo se apresenta (quase invariavelmente) com 141 X 84. As
pequenas são fáceis de obter...para que ó que se fizeram as
guilhotinas? Casos há, porém, devidos às empresas fornecedoras,
sempre no intuito dum melhor aproveitamento das folhas...menos um milímetro
aqui, menos dois ali e...é isso!, tipos mais pequenos, autênticos. Os
outros? Bem, os outros, certamente, os Jurados não vão andar munidos
de régua milimétrica, serão aceites de igual forma, salvo se usados e
com palavras cortadas. Seria demasiada preciosidade...mas continuemos,
para chegarmos às tais cores. Indico-lhe
as minhas classificações: 20
reis - (Nº 32) - CINZENTO AZULADO 20
+ 20 reis - (Nº 38) - VIOLETA CINZENTO e
informo-o da existência de cartolina creme, nos dois casos, suponho.
Depois disto, está-se mesmo a ver que, no primeiro, a base da cor é o
cinzento, ao qual foi adicionado um “toque” de azul, para não ficar
tão “triste”, por certo, enquanto no segundo ela é violeta,
“tocada” de cinzento (num aproveitamento?) aproximando-a bastante do
anterior. Todavia,
quando aplicadas (qualquer delas) sobre cartolina creme, teremos tons
mais escuros (face a um suporte mais claro) assim como um melhor recorte
do desenho e, consequentemente. cor mais precisa. Tal não sucederá com
a “camurça”. Além
disso, meu Caro Decrook, nem o cinzento nem o violeta foram empregues
como “puras”. Devem ter resultado de uma habitual combinação de
outras pelo que, a inclusão dos tais “toques”, pode ter dado origem
a outros tons mais, se tivermos material e o desejarmos estudar
minuciosamente. O resultado, no entanto, pode não ser válido, desde
que não seja considerado o factor c), apontado de início. Que
mais hei para dizer? Que devemos ter, todos, razão. Considerai tudo
quanto antes expliquei, segundo a minha óptica, pois, insisto, a
qualidade/tipo do suporte tem muitíssima influência nas cores que se
lhe imprime. Concluindo:
existem duas cores distintas e, se CUNHA LAMAS, não as destrinçou, lá
tinha ou teve a sua razão. Porém, cá o “menino” ratifica o já
indicado no “OS 20 REIS DE D. CARLOS”. A
propósito...não há possibilidades de diálogo, meu Caríssimo. O tal
“direitista” a que se refere (meu n." 71 -
20+20 reis, não mencionado no tal escrito) é muito difícil...di-fi-ci-li-ssi-mo...também
estou interessado. Dada
a resposta, na esperança de ter satisfeito a pergunta/curiosidade,
peco-lhe que não fique por aí. Sempre que tiver, ou não, algo de dúvida...alguém
terá de responder, nem que seja para mostrar desconhecimento. Muito
embora tenha lido a tempo, sempre li...eis a resposta. Se não lhe
agradou...quem dá o que sabe...acompanha com um abraço. Porquê
tantos pontinhos? Bom, isso é um truque cá do “Je”. Evito escrever
algo mais do que manda a circunspecção, muito embora possa ser
subentendido...entendido? |
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AMÉRICO
MASCARENHAS PEREIRA |
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