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OS 25 REIS...DE D. CARLOS I Américo
Mascarenhas Pereira In
A FILATELIA PORTUGUESA, Porto, nº 5, Outubro de 1985 |
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Do
antecedente...vamos continuar com o “nosso” trabalhinho? Vamos
tratar de destrinçar mais umas complicaçõesinhas dos nossos I.P.? O
quê? Não me diga que não tem (teve) problemas, que tudo está em
ordem e não viu ou encontrou, até hoje, quaisquer dificuldadesinhas,
nos seus ordenamentos/classificações? Isso é que é “olho” meu
Caríssimo...mas que grande “classificador”...grande, bom e ainda
por cima nacional
- made in Portugal. Impossível, não pode ser...e
ando eu (autor de um pobre catálogo, eivado de asneiras, e possuidor de
uma razoável colecção, mais de estudo que de outra coisa) atrapalhado
e preocupado precisamente com isso, com essa dificuldade, normalmente
ancorada num certo tipo dos nossos I.P., a que eu não consigo
furtar-me. Sortes! Qualidades! Isso...! Ora
deixe-se lá de “peneirices”, seu Inteirista entusiasmado pois,
acredite ou não, isso não é tão fácil como supõe e, possivelmente
irá constatar ter metido o “pèsinho na poça” quando, sem olhar a
quem, porquê ou como, entendeu numerar este ou aquele postal, dando-lhe
uma classificação, possivelmente errada, por falta de elementos ou
bases, que lho tivesse permitido, com um mínimo de segurança, fazê-lo
rapidamente. É que isso, meu Bom Amigo, aconteceu (e continua) cá ao
“menino”...e eu tenho, por vezes, diversos exemplares, dum mesmo
tipo. Presentemente,
e ao dar-lhe conhecimento daquilo que me foi possível estabelecer como
base (in)certa (?) restam-me muitas, mas mesmo muitíssimas, dúvidas
quanto a essa sua classificação, salvo se, contrária e infelizmente
ao que suponho, possui um bom número deles. É que, como o sucedido ao
n." 61 (vide artigo anterior) - isto segundo o meu parecer, nada de
confusões pois não disponho dos tais “elementos” para o sustentar,
sem receios - o n.° 60 deve ter sido emitido para satisfazer a
quantidade ainda pendente, d'uma encomenda não executada, por falta Ide
(precisamente) cartolina, razão mais justificativa da sua tão grande
diferença. E é nesta que teremos de “fincar os pés” ainda que
“abanando”. No
“tal catálogo”, sempre havia mais algumas indicações, a
principiar pelas cores (erradamente indicadas no primeiro) a terminar no
tipo das cartolinas (sempre elas) passando pela data das emissões...e
é aqui que está o “busílis” da questão. Se não acreditam,
atentem na pequenina diferença (para estas coisas) entre uma e outra
emissão. Vou
explicar-lhes as suas divergências logo, encham-se de paciência,
verifiquem se não erraram...para meu gáudio. 1/Janeiro/1899
- Nº 55 - 25 Reis - ROSA “CARMIM”,
foi a cor atribuída a este l.P., erradamente pois, Higgins. and Gage,
sempre “disse” que ela era “ROSA”. Isso, todavia, não me
convenceu (nem convencia) até ao momento em que tive a felicidade de
adquirir um postal datado de 5/1/1899, o que equivale a dizer: O QUINTO
DIA DA SUA...SAÍDA A TERREIRO”. Essa
aquisição, e outras mais, deu a possibilidade de me ressarcir da
asneira indicada,,, mas nada lucrei. O “tal catálogo” não saiu e
ela (a asneira) perdura, com uma certa mágoa (bem grande) cá do seu
progenitor. Não
me diga! Ignora o que é o “Higgins and Cage”? Isso não será muito
grave mas. de qualquer forma, não abona muito os seus “estudos”
acerca dos INTEIROS PORTUGUESES, já que foi ele - um Catálogo, é
evidente - quem nos deu, mais clara e explicitamente, dos acerca dos
ditos. Que
interessa eu dizer que fiz isto e mais aquilo se, além de ter
“nascido” muito depois, continuo na gaveta? Ê o que se chama de
“conversa de chacha”... Mas,
como ia escrevendo, ao adquirir os tais postais, foi-me possível, sem
admitir reclamações/recalcitrações - isto é que é coragem, meu
Deus! - dar-lhe a merecida classificação “Portuguesa”...será
muito abuso/atrevimento? Porquê? Se agora há tantos a defender o Zé,
e a mim ninguém me pediu permissão, por que raio não poderei tomar
tal liberdade? Ora “alimpem-se” a este guardanapo porque
“tomei-la”...Ora Toma!...“made in RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO”. Vai
daí, a cor passou a ser o “ROSA”, muito embora o I.P. mantenha o número
do seu B.I. como B.P. ...que confusão, mas gostei disto e portanto fica
assim...e a sua cartolina é cinzenta, bem calandrada, levemente
brilhante, assim a modos que “amarfinzada”. Gostei! Não é um cinïzento
forte, não, meu Caro. é algo leve (tipo fundo cinzento) e que, para o
final descai nuns cremes/amarelinhos, aproximando-se. demasiado, do seu
co-irmão, nascido a: 31/AGOSTO/1899
- N/' 60 - 25 Reis - CARMIM em
que a cor da sua (dele) cartolina é a tal usada na maioria dos
primeiros I.P., a “CAMURÇA”, umas vezes mais amarela (por via dos
“tiros” pespegados nos utentes) outras mais rosada (quando, da boca
dos ditos, saía assim algum “sinónimo off Dicionário”) que é o
caso presente. Ninguém
me deu (e quem é que dá alguma coisa a um bípede como eu?) elementos
e não os encontrei, porque seria uma pena perder tempo a procurá-los
mas, considerando a mesma cor, o resultado da sua aplicação sobre uma
cartolina cinzenta e outra camurça, será a razão natural do
“ROSA” e do “CARMIM”. Certo? Depois
de todo este patoá, que não conversa fiada, a “complicação/dificuldade”
resume, resolve e esclarece-se de acordo com o a seguir indicado, para
cada um deles: N.º
55 - ROSA - Cartolina cinzento/esbranquiçado, calandrada, rija/forte,
com algum brilho; N.º
60 - CARMIM - Cartolina
camurça/rosada, porosa, rugosa, mole/quebradiça e fosca. Os
n.os 56 e 62, afinal os “COM RESPOSTA PAGA”, correspondem a cada um
e confirmam o indicado para os “SIMPLES”. Tirar
medidas, procurar divergências, neste ou naquele motivo, ornamento,
etc., nada adianta. Dar-lhes-á, indubitavelmente, umas quantas
variedades, dentro de cada tipo e nada mais. O crucial está ali, nas
qualidades/tipo das cartolinas pois, desgraçadamente, a certa altura,
até o “ROSA” se baralha com o “CARMIM”...o que não será muito
para admirar, nos tempos decorrentes. E vivam as escalas cromáticas,
pois cada um...isso! Creio
que finalizei esta “coisa” e lhes criei mais problemas, ou será que
sucedeu o contrário, como é o meu fito? Que Deus o permita, para poder
dormir descansado, lá longe das vossas pragas...lá em baixo, naquele
ALGARVE, que já foi meu, num banco de areia, pomposamente chamado de
“ILHA DA ARMONA” que, possessoriamente (irra!, que bruta coisa!)
também já foi minha...quando era mais jovem...está-se mesmo a ver.
P'raquê esse rictus malandreco? Agora,
meus Caríssimos...BOAS FÉRIAS e até Outubro, s.D.q. Passem
BEM e sejam MUITO FELIZES...onde é que já ouvi isto? |
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Moscavide,
27 de Maio de 1985, AMÉRICO MASCARENHAS PEREIRA |
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