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PORTUGAL SEM FOGOs DEPENDE DE TODOS
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PORTUGAL sem fogos depende de todos Portugal sem fogos depende de todos, é o slogan, inscrito num inteiro postal, numa flâmula e em dois carimbos especiais, que os correios emitiram nos passados meses de Junho e Julho. O inteiro postal, vulgo postal dos correios, teve o seu primeiro dia de circulação no dia 1 de Julho. |
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A ilustração bastante apelativa para o fim em vista, para além da legenda já referida, apresenta uma outra: "Em 2006 a maioria dos incêndios florestais começou com um acto negligente. Não seja culpado deste crime." Esta peça filatélica inclui ainda a mensagem. "Neste Verão, na floresta Não faça fogueiras, Não lance foguetes e Não atire cigarros para o chão". Na margem inferior direita são referidas as entidades promotoras da campanha da prevenção dos fogos na floresta: "Ministério da Administração Interna, Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas e ECO/Empresas contra os Fogos". Junto ao logo da ECO aparece também o dos correios e a legenda "CTT apoia o movimento ECO". O bilhete postal é de "Taxa Paga/Válido para Portugal". O "selo" mostra-nos o logótipo de ECO/Empresas contra os fogos. A flâmula tem o formato rectangular e esteve em serviço, entre 1 de Junho e 31 de Julho, nos Centros de Tratamento de Correspondência do Norte e do Sul, localizados respectivamente nas cidades do Porto e de Lisboa. Os carimbos, para além da legenda "Portugal sem fogos depende de todos", mostram-nos o sinal de proibição de foguear, uma labareda sobre sinal circular de proibição. Ambos foram usados na Estação de Correios da Praça do Comércio em Lisboa, um no dia 1 de Junho, o outro no dia 2 de Julho. Este tema já não é novo na filatelia portuguesa. Com efeito, em 19 de Agosto de 2005, os correios emitiram uma série de três selos dedicados à "Protecção da Natureza – Ambiente". Um dos selos, o de 0,45 euro, apresenta a legenda "proteger do fogo". |
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Infelizmente parecem ser poucos todos os apelos que ao longo dos últimos anos se têm feito para a prevenção dos incêndios nas florestas portuguesas, pelo que é de louvar o recurso a estes produtos filatélicos. Na memória de todos nós está bem viva a calamidade que foi o ano de 2004, em que num só dia, 26 de Julho, no nosso distrito, arderam 1168 hectares de mato e 934.400 árvores1. Sobre esta matéria, este ano infelizmente o nosso distrito também é notícia. O "Diário de Notícias", do dia 8 deste mês, diz que este ano já arderam no distrito 1247,43 hectares, o que o torna o segundo mais devastado até este momento. (1) "Reconquista", 2 de Agosto de 2007. |
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