Post21: Correios privados chegaram a Portugal |
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2007/07/09 18:05 |
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Vem aí a primeira empresa de correio privada a operar no mercado português. Chama-se Post21 e actua no mercado de correio acima das 50 gramas, uma vez que, o negócio postal inferior a este segmento só será liberalizado em 2009. "Estamos impedidos do ponto de vista legal a tratar da fasquia inferior às 50 gramas, esta só pode ser feita exclusivamente pelos Correios, como tal não podemos fazer concorrência", revela à "Agência Financeira" o administrador da empresa, Renato Teixeira. Estando impedida de actuar no mercado residencial, a Post21 dirige o seu enfoque aos clientes empresariais, apostando essencialmente no direct mail e nas publicações. De acordo com as contas de Renato Teixeira, este negócio envolve cerca de 50 milhões de euros e as perspectivas desta empresa de correios é conquistar 10 por cento deste mercado (equivalente a 5 milhões de euros) em um ano e meio. Para o responsável este mercado está em expansão, uma vez que, o direct mail em Portugal pesa 9% de todo o correio, enquanto na vizinha Espanha pesa 30%. "As empresas terão inevitavelmente de apostar em canais alternativos para expandirem a sua actividade. A divulgação de catálogos e de folhetos pode ser vista como uma boa solução. Se estivéssemos em Espanha o nosso negócio em menos de dois anos rondaria os 30 milhões de euros". Já a banca poderá ser um cliente "difícil de conquistar", uma vez que, os extractos bancários assim como os cartões de crédito e os de débito pesam menos de 50 gramas. "Nesta fasquia não se pode fazer concorrência, a Anacom não permite", acrescenta. "Se o mercado estivesse liberalizado tornaria mais fácil o aparecimento de novos negócios e de novas empresas, logo seria mais dinâmico e competitivo", alerta. Renato Teixeira acrescenta, no entanto, que assim que o negócio postal estiver totalmente liberalizado poderá pensar em abrir uma rede de atendimento semelhante à dos CTT e actuar no mercado abaixo das 50 gramas. "São projectos previstos a médio prazo e deverão coincidir com a liberalização dos CTT". Negócio limitado ao mercado português Para já, a Post21 vai fazer a distribuição exclusivamente no território nacional mas Renato Teixeira acredita que, até ao final do ano, poderá começar a distribuir nos mercados internacionais. Para isso, está prevista a realização de uma parceria com uma entidade estrangeira. A rede vai actuar na Grande Lisboa, parte da margem sul do Tejo, Leiria, Aveiro, Coimbra, Grande Porto, Braga e Barcelos. A cobertura de todo o território português, segundo o responsável, "não será feita tão cedo". Para o mesmo, não justifica a empresa de correios estar presente em determinadas zonas do interior. "Se estivermos em todo a zona litoral e em mais duas ou três cidades do interior já estamos a cobrir cerca de 70% do mercado". A Post21 vai contar com uma equipa de distribuidores, cujo funcionamento se deverá assemelhar a um sistema de franchising. Quando atingir a velocidade cruzeiro deverá contar entre as 20 a 25 pessoas. "Neste momento contamos com um distribuidor por cada concelho". Renato Teixeira não quis adiantar o montante aplicado, afirmando que "o investimento tem assentando essencialmente nos recursos humanos". A Post21 fez uma operação experimental, na passada semana, com a La Redoute com a divulgação de catálogos. |
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