| Hernâni Matos |
Inteiros Postais de Portugal |
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BILHETES POSTAIS "RECLASSIFICADOS" |
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in “O TIMBRE”, nº 1, Évora, Janeiro de 1990 |
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Numa primeira análise podemos pensar que os bilhetes postais se encontram, todos eles, “bem” divididos e classificados. Porém, numa segunda leitura, já teremos dúvidas quanto a alguns. Estas dúvidas legítimas, pelo menos algumas delas, foram-se transmitidas por outros inteiristas e é sobre elas que tenciono falar, descrevendo-as e considerando-as. A primeira, decerto que todos já falámos sobre ela – BOAS FESTAS – 1936 –, trata-se de bilhetes postais emitidos pelos Correios e que foram postos à venda com selo adesivo de 25 centavos do tipo “Tudo Pela Nação”. |
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Como inteirista, não considero estes bilhetes postais como inteiros, pela razão de que não possuem outra franquia senão o selo adesivo que lhes foi aplicado. Mais, também me custa a entender que, alguns de nós, os considerem inteiros. À primeira vista, a COLECÇÃO PORTUGUESA – 1921 –, de bilhetes postais particulares ilustrados e a Emissão Comemorativa do V Centenário da Morte do Infante Dom Henrique poderão parecer que não possuem elementos idênticos e, no entanto, eles existem. Ora vejamos: - a COLECÇÃO PORTUGUESA é uma edição aproveitada pela firma “Paulo Guedes & Saraiva” com selo impresso de 6 centavos, tipo CERES, colecção esta que era vendida nas estações dos Correios e é considerada por nós, e penso, aliás, que bem, como Bilhetes Postais Ilustrados Particulares. |
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Só que, nesta ordem de ideias, podemos igualmente considerar os Bilhetes Postais Comemorativos do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, tipo POSTILHÃO, como bilhetes postais particulares. Não?! Como não, pois se, tal como os primeiros, foram editados por uma entidade privada, a Mocidade Portuguesa, e tiveram o mesmo circuito comercial? Ou todos coxos ou todos marrecos, como dizia o outro … |
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