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VAMOS ESCLARECER (?) (2002-01) SER OU NÃO SER Américo Mascarenhas Pereira in Convenção Filatélica nº 5, Maio de
2003 |
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Depois de quatro CONVENÇÕES POSTAIS: União Postal Universal (1842) União Postal Europeia (1851) União de Berna (1874) Congresso de Lisboa (1885) terem concluído (posteriormente) que o "edifício" da dita futura "U.P.U." fora: a) CONSTRUÍDO em BERNA - (1874) b) ALARGADO em PARIS - (1878) c) CONSOLIDADO em LISBOA - (1885) d) ACABADO em VIENA - (1891). Foi o economista/escritor J. Von Herrfeldt quem, em 1841, lançou bases/para/uma/duma UNIÃO (UPU) aprovada (?) um ano depois. Pois bem, essa sugestão voltou a ser falada em BERLIM (1851) mas, pelos vistos, a ideia (comum?) seria, como se indica acima, desfeita no congresso de PARIS quando, a 9 de Outubro de 1878, foi aprovada definitivamente a já citada U.P.U.. Ora se já tínhamos INTEIROS POSTAIS em 1 de Janeiro de 1878, por que "carga‑de‑água", o nosso n° 2 nos "brinda" com "UNIÃO GERAL DOS CORREIOS"? Simplesmente porque no CONGRESSO DE BERNA (1878) ''ela" fora constituída e nós que, regra geral, somos sempre os últimos, neste caso e para que entrássemos com o "pé‑direito" em 1878, tratámos de os mandar imprimir ainda que só para os "PAIZES" da dita e, creio, fomos os únicos. Ainda e de acordo com os tais Congressos, segundo o Regulamento XIV, foi estabelecido (visando os INTEIROS POSTAIS): (1) - NAO PODEM exceder os 14 x 9 cm nem ter menos de 10 x 7 cm; (2) - Consideram‑se como cartas os bilhetes postais que nas suas dimensões, formato, etc., não satisfizerem as condições impostas pelo presente artigo (5°) para essa classe de correspondência. Talvez, precisamente por isso, em 16 de Junho de 1938 (no n° 4877 do Diário de Lisboa) era publicado um artigo da autoria de Dr. H.M. (Dr. A. H. de Oliveira Marques... quem mais poderia ser ?) intitulado "A Tragédia do bilhete postal", no qual se insurgia não só quanto às medidas como quanto ao espaço reservado à direcção. Tendo sido ultrapassado o (2) do art° 5° (sem direito a recuo) queda-nos o (1) em que as alterações são mais que muitas. Vejamos: D.LUÍS (relevo) - de 127 x 86 mm a 141 x 91 mm (tipog. quadric.) - de 140 x 96 mm a 141 x 92 mm (sem quadric.) - de 140 x 90 mm a 144 x 83 mm D. CARLOS - de 138 x 84 mm a 145 x 96 mm INFANTE - 141 x 96 mm STº. ANTÓNIO - 142 x l08 mm D. MANUEL II - de 140 x 92 mm a 141 x91 mm CERES - de 139 x 91 mm a 142 x 95 mm LUSÍADAS - de 137 x 89 mm a 141 x 97 mm TUDO PELA NAÇÃO - de 138 x 89 mm a 149 x l05 mm FARPADOS - de 140 x 90 mm a 144 x 93 mm BOAS FESTAS - de 139 x 95 mm a 155 x 110 mm S.P.P. - de 148 x l05 mm a 149 x l05 mm POESIA & PROSADORES - 150 x l05 mm de l956 a 1963 - 148 x l05 mm APARIÇÕES - 150 x l07 mm FARDAMENTOS -150 x l04 mm de 1990 a 2001 - de 148 x l05 mm a 170 x l20 mm que, naturalmente, ter-se-á de aceitar como um melhor aproveitamento (+ ou - mm) das folhas destinadas à impressão. Porquê então os 170 x 120 mm? Para que possam apreciar algumas alterações, creio ser mais fácil apresentar reproduções datadas: 1878 - fig. 1 e 2 1879 - fig. 3 1880 - fig. 4 1884 - fig. 5 1887 - fig. 6 1892 - fig. 7 1894 - fig. 8 e 9 1898 - fig. 10 1912 - fig. 11 e 12 2000 - fig. 13 2001 - fig. 14 em que, este último, representativo de MUITOS OUTROS (até agora) ainda não foram considerados INTEIROS POSTAIS pelos CORREIOS e mesmo pela F.P.F.. São fotografias (muitos, repetidos) mas estão selados, NÃO? ... e por aqui me quedo, na esperança dos Vossos pareceres. |
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