|
VAMOS ESCLARECER (1)
Américo Mascarenhas Pereira In
A FILATELIA PORTUGUESA, Porto, nº 43, Fevereiro de 1992 |
|
Já, mais do que uma vez, me disseram - despudoradamente; - ”Quê? Inteiros Postais?... pois tenho-os todos!” Naturalmente (ou não?) fico assim como que “estúpido” (não estou a gabar-me) e, se algumas vezes me calo (coisa horrível, para um bom ALGARVIO, que me prezo de ser) na maioria delas, graças à minha habitual irreverência (não! não me aborreço se lhe chamar grosseria) mando-o... nada disso!... consultar os Catálogos conhecidos, da especialidade e, calmamente, aquilatar da “enormidade da alimária”... botada cá para fora. Mas não adianto grande coisa pois, a vingançasinha, surge mascarada na inevitável pergunta: - “E a você, não lhe falta um sequer?” Por esta razão (e não só... “ele” aí está) de quando em vez, dou-me ao trabalho (este raio de verbo faz-me “pele de galinha”) de compulsar os álbuns, certo de que (contrariamente aos “outros”) está faltando qualquer coisa... e voltei a fazê-lo, para aclarar umas dúvidas, É evidente que não poderia “vir assim para a rua”, falar de “cobras e lagartos” sem, logicamente, me precaver contra as “alergias ou dentadas” dos ditos. Por isso, sentindo a necessidade de poder apoiar-me em elementos certos (?) ou comparativos, quedei-me pelos primeiros BOAS FESTAS, isso mesmo, os BOAS FESTAS... e não me diga que também tem TODOS. À mão, como indispensável apoio, tenho os Catálogos (chamemos-lhes) que passo a enumerar, para melhor referenciação: 1.°: - Bilhetes-Postais de PORTUGAL e ILHAS ADJACENTES (por JOSÉ DA CUNHA LAMAS); 2.°: - CATÁLOGO DE INTEIROS POSTAIS PORTUGUESES - 1 -° Volume (por A.H. de Oliveira Marques); 3.°: - INTEIROS POSTAIS PORTUGUESES (Coordenação de Joaquim Ledo); 4.°: - BILHETES POSTAIS DE BOAS FESTAS (por Jaime M.M. Ferreira); 5.°:—O meu... que está aqui, na gaveta. Retrocedendo a 1936, e sem qualquer contestação, por parte dos outros quatro, confirmo o que “digo” no meu:
Todavia (e como sabem os entendidos) os mesmos voltaram à baila em 1937, devidamente selados, isto é, COM AQUELE SELO IMPRESSO e, contrariamente aos de 1936, o Catálogo 2.° (mais conhecido pelo OM) informa-nos, a páginas 87, “existirem” (as aspas são minhas) somente:
absolutamente em desacordo com “nosoutros”, já que - para mim - os estrangeiros não contam. Desconheço a “fonte” onde ele (o OM) foi “beber” e até já não me recordo da minha... devo ter ido confirmar (tudo) junto do Mestre (o 1.°) como fizeram os outros, certamente. Agora, decorridos uns bons aninhes, poderei - sem qualquer sombras de dúvida - apresentar os meus quadros, BASEADOS NA EXISTÊNCIA REAL... ali, nos meus álbuns... façam as vossas comparações, estudos e tudo o mais que entenderem. Para quê pedir ajuda se, de antemão, sei não me ser prestada?! Deliciem-se pois:
e tudo isto, se concluirá haver uma grande falta de informação e, a pouca existente (?) incorrecta. Deve ter sido aí onde, todos nós, nos fomos “saciar”, dando azo às asneiras em evidência. Porém, por me merecer mais credibilidade, volto ao quadro do Dr. OM, como termo de comparação, e então, eis as conclusões:
A maior confusão, contudo, reside no meu primeiro quadro, o do selo colado, a que ninguém se refere e onde falta tudo o que lá não está mencionado. Que terá acontecido? Vejam se compreendem, que eu nada mais posso adiantar, além de que, TODOS, devemos ter ido no “andor”... como bons anjinhos. Qualquer dia, prometo, volto ao assunto... com outros. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Última modificação |
|
|