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VAMOS ESCLARECER (2) Ainda NATAL
Américo Mascarenhas Pereira In
A FILATELIA PORTUGUESA, Porto, nº 43, Fevereiro de 1992 |
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Voltei a compulsar os mesmos Catálogos e “fui” até aos n.os 11 a 14 que, assim parecia, por impressos nas quatro cores, deveriam existir ao todo 16 o que, como os anteriores, provou-se (?) ser asneira. A páginas 179, do 1° Catálogo, diz-nos: - “Os n.os 11 a 14 reproduzem neogravuras feitas pelo processo helíográfico Neogravura, Lda., nas cores azul, verde, violeta ou castanho-laranja. Foram emitidos num total de 162.484, em quantidades sensivelmente iguais de cada número; venderam-se 161.982; sobrando, portanto, 502 (desde 2 do n." 11 a 481 do n." 14)” o que, é de ver, “levou os aprendizes” como eu, a concluir da existência dos já esperados (?) 16 tipos... os tais 4 por cor por, es-tu-pi-da-men-te, (não estou a gabar-me mas assiste-me esse direito não ter ponderado a questão das quantidades vendidas (emitidas) quando, disso estou certo, confirmei os meus elementos. Como é citado no 2° Catálogo, a páginas 46, as quatro cores existem realmente mas, e aqui reside o busilis da questão, apenas uma por cada tema: azul, castanho-amarelo, verde e violeta, de acordo com a ordem numérica, contrariando a apresentada anteriormente. Confirmo-as e nem mais uma. Depois, claro, 4X40.000.-. aí temos os 160.000... portanto, meus Caros Amigos, eliminem o espaço reservado aos outros 12... DIXIT! Passemos aos n.os 19 a 22 e façamos o mesmo, transcrevendo da página 180 : — “Os n.os 19 a 22 reproduzem neogravuras, feitas pelo processo heliográfico na Neogravura, Lda. e existem nas cores azul, verde, violeta ou castanho laranja; foram emitidos num total de 159.900, em quantidades sensivelmente iguais de cada número; venderam-se 156.112; ficaram, portanto, sobrando 3.788 (variando entre 218 do n.° 19 e 2.060 do n.° 22)” e, lá vem a asneirinha outra vez, com a informação (págs. 47/48 do OM) da existência de 4 cores por cada, logo os tais 16 (confirmo)...pois é...mas 16 x 39.000 = 624.000 (?!?!?!). Será que aqueles 39.000 são a dividir por 4? Assim sendo, teríamos 9.750 por cada, será? Seria mais plausível e certo. Seguindo este princípio e tomando como base os números anteriores, retorno aos primeiros oito, para me certificar de alguma validade, neste raciocínio (às vezes tenho disto). Ora vejamos: A) - COM O SELO COLADO Conhecidos, por mim, apenas 5 tipos X 25.000 = 125.000 o que não confirma, de forma alguma, as palavras insertas/inscritas no 1.º (pág. 177): - ”Deviam ter sido vendidos uns 100.000 exemplares, das 8 variedades. Nas sobras, uns 140.000, foi impresso o selo de $25, azul claro, do tipo “TUDO PELA NAÇÁO”, para serem vendidos na quadra do Natal de 1947”, o que implica, de imediato, duas perguntas: 1ª: - Quais os números vendidos? 2.ª - Quais os sobrantes, a receber impressão do selo? a ficarem sem resposta, está-se mesmo a ver. Teria muito gosto no contrário. Todavia ajuizarei, por conta e risco, asseverando: a) os 25.000 (no OM) por número, estão errados; b) os 100.000 (no 1º) para os 8, idem... aspas; salvo se as sobras não forem além dos 40.000; e, contudo, quem controlou a venda (postal e selo) foi preciso (?) ao indicar “uns 100.000”—alguém viu por aí uma gralha tipográfica? Assim, chego à conclusão da existência de 12.500 por cada um dos oito e, se eu tenho 5 (dos primeiros 4... que confusão...) terá sobrado um total de 37.500, para os restantes, razão da escassez dos 7 e 8? Responda quem souber... não acredito! B)—COM SELO IMPRESSO Emitidos 247.544 (do 1 ao 8) “em quantidades sensivelmente iguais” teremos 30.000 por cada (confirmado no OM) mas como para os primeiros 4 (tenho 16 tipos/cores a acrescentar aos outros 2 ( - indicados por OM -) teremos: 18 + 4 (5 a 8) = 22 X 30.000 = 660.000 (IMPOSSÍVEL!) pelo que volto aos mencionados 247.544 (esquecendo os 30.000/base) e divido-os pêlos 22, obtendo algo como (+ ou -) 11.250 para cada, o que, na minha opinião, se aproxima mais da verdade (?). Depois de tudo isto, concluo ser errada a indicação das TIRAGENS de cada um dos números (ou não, Dr. Oliveira Marques?) tornando a sua existência (?) muito mais rara e valiosa. Já viram por aí o n.º 8? Que lhes parece? Voltarei... possivelmente. |
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